Liftera dói? O tratamento pode causar desconforto, mas a intensidade varia conforme a região, a profundidade utilizada, os parâmetros escolhidos e a sensibilidade de cada pessoa. Na prática, a sessão costuma ser tolerável para muitos pacientes e pode ser ajustada de acordo com a anatomia e o objetivo do tratamento.

Essa é uma das perguntas que mais aparecem antes de uma sessão.

E faz sentido.

Ninguém quer marcar um procedimento sem saber o que vai sentir.

Mas existe uma diferença importante entre dizer que um tratamento é confortável e prometer que ele é completamente indolor.

Eu prefiro explicar exatamente o que esperar.

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Por que o Liftera pode causar desconforto?

O Liftera utiliza ultrassom focado para entregar energia em profundidades determinadas abaixo da superfície da pele.

Essa energia gera pontos térmicos controlados nos tecidos, iniciando um processo de contração e remodelação do colágeno.

Por isso, durante alguns disparos, o paciente pode sentir:

  • aquecimento;
  • pequenas pontadas;
  • sensação de pressão;
  • formigamento;
  • sensibilidade mais profunda.

Áreas próximas ao osso ou com determinadas características anatômicas podem ser mais sensíveis.

Por isso, duas pessoas fazendo “Liftera no rosto” não necessariamente terão a mesma experiência.

Liftera dói muito?

Não dá para responder com um único número.

A sensibilidade depende de:

  • área tratada;
  • profundidade;
  • potência;
  • quantidade de energia;
  • espessura dos tecidos;
  • tolerância individual.

Materiais oficiais do Liftera enfatizam conforto como uma característica da plataforma e destacam o formato de caneta e sistemas de entrega de energia voltados à personalização do tratamento.

Ainda assim, eu evitaria dizer que é “indolor” para todos.

Uma forma mais realista de explicar é:

alguns disparos quase não incomodam; outros podem ser sentidos com mais intensidade.

E isso pode ser normal.

Quais regiões costumam ser mais sensíveis?

Isso varia entre pacientes, mas algumas regiões podem ser percebidas de maneira diferente por terem menos tecido entre a pele e estruturas mais profundas.

Exemplos incluem:

Já áreas com maior espessura de tecido podem produzir outra sensação.

O importante é não tratar todo o rosto com os mesmos parâmetros.

Saiba mais sobre o Liftera.

Como começa uma sessão de Liftera?

Antes de ligar o aparelho, existe uma etapa que considero mais importante:

avaliar.

Observo principalmente:

  • onde existe flacidez;
  • como está o contorno facial;
  • distribuição de gordura;
  • espessura dos tecidos;
  • regiões que perderam sustentação;
  • áreas que não devem receber determinada profundidade.

Depois disso, podemos definir quais regiões realmente serão tratadas.

A sessão não deveria começar pela pergunta:

“Quantos disparos vamos fazer?”

Ela deveria começar por:

“O que queremos melhorar?”

O rosto é marcado antes do procedimento?

Em muitos casos, sim.

A marcação ajuda a delimitar:

  • áreas de tratamento;
  • vetores;
  • limites anatômicos;
  • regiões que exigem maior cuidado.

Ela também permite organizar o procedimento de acordo com a anatomia daquela pessoa.

Não gosto da ideia de um protocolo absolutamente igual para todos.

O Liftera usa gel?

Sim.

Como ocorre em tecnologias de ultrassom, é utilizado um meio de acoplamento sobre a pele para permitir a adequada transmissão da energia.

Depois da marcação e preparação da região, o aplicador é posicionado sobre a pele e os disparos são realizados conforme o planejamento.

Quanto tempo dura uma sessão de Liftera?

Depende muito da área.

Uma sessão envolvendo face pode ocupar aproximadamente 40 minutos a 1 hora, considerando avaliação, marcação, preparação e aplicação.

Tratamentos menores podem levar menos tempo.

Se forem associadas várias regiões da face, pescoço ou áreas corporais, o atendimento pode ser mais longo.

A tecnologia utiliza recursos voltados a acelerar a entrega de energia, mas o tempo total da consulta não depende apenas da velocidade do equipamento.

Para mim, velocidade nunca deve substituir planejamento.

Precisa de anestesia para fazer Liftera?

Nem todo paciente precisa.

A necessidade de estratégias de conforto depende do protocolo, da região e da sensibilidade individual.

O objetivo não é anestesiar automaticamente todo mundo.

É tornar a experiência tolerável sem comprometer a avaliação da resposta do paciente durante o tratamento.

Esse ponto é definido individualmente.

O aplicador do Liftera faz diferença?

Uma característica interessante da plataforma é a disponibilidade de aplicadores diferentes.

O material oficial do Liftera destaca um transdutor em formato de caneta, pensado para permitir adaptação a regiões curvas e delicadas, além de aplicador em linha para outras áreas.

Isso é especialmente útil em locais como:

  • região periocular;
  • mandíbula;
  • pequenas áreas do rosto;
  • regiões com curvas mais acentuadas.

Na minha prática, essa versatilidade é um dos aspectos que considero interessantes na tecnologia.

O que acontece logo depois?

Na maioria dos pacientes, não acontece nada muito dramático visualmente.

Podem surgir temporariamente:

  • discreta vermelhidão;
  • edema;
  • sensação de calor;
  • sensibilidade;
  • desconforto ao toque.

A intensidade varia.

Algumas pessoas praticamente não percebem alteração externa.

Outras podem ficar um pouco mais sensíveis por algum tempo.

Liftera deixa o rosto inchado?

Pode ocorrer algum edema.

Geralmente é discreto e temporário.

É importante diferenciar isso de um preenchimento.

O Liftera não adiciona produto nem volume ao rosto.

Portanto, quando existe edema, ele está relacionado à resposta transitória dos tecidos ao tratamento.

Dá para trabalhar depois do Liftera?

Na maior parte das situações, sim.

Uma das características práticas das tecnologias de ultrassom focado é a pequena necessidade de recuperação quando comparadas a procedimentos que lesionam a superfície da pele.

A fabricante da tecnologia HIFU da HIRONIC também descreve essas plataformas como tratamentos não invasivos e sem downtime significativo.

Isso significa que muitos pacientes realizam o procedimento e seguem suas atividades habituais.

Mas cada pessoa recebe orientações conforme a área e o protocolo utilizado.

Posso sair para almoçar ou tomar um café depois?

Em muitos casos, sim.

Inclusive essa é uma vantagem prática para quem vem à Clínica Rizzatti de outra cidade.

Depois de um tratamento facial com baixa recuperação, muitos pacientes conseguem seguir a rotina normalmente, respeitando as recomendações recebidas.

Para quem vem até a Pedra Branca, isso permite combinar o atendimento com outras atividades na região.

Quando aparece o resultado?

É importante não esperar todo o resultado ao sair da clínica.

O Liftera desencadeia remodelação de colágeno.

Por isso, a melhora tende a ser progressiva.

Alguns pacientes percebem uma mudança inicial.

Mas gosto de observar a evolução principalmente nas semanas e meses seguintes.

Em termos práticos, 60 a 90 dias é um período muito mais adequado para avaliar boa parte da resposta do que o espelho imediatamente após o procedimento.

Então aquele resultado imediato é definitivo?

Não.

Pode existir alguma percepção imediata relacionada à contração dos tecidos.

Mas a parte mais interessante do tratamento depende de remodelação biológica, e isso leva tempo.

Por isso, antes e depois feitos logo após o procedimento não contam toda a história.

Quantas sessões são necessárias?

Depende da indicação.

Não existe uma resposta universal.

Alguns pacientes podem fazer uma sessão e reavaliar depois de alguns meses.

Outros podem ter uma estratégia de manutenção ao longo do tempo.

Também existem pessoas em que o Liftera não será suficiente isoladamente.

O planejamento pode incluir, conforme a necessidade:

  • bioestimuladores;
  • toxina botulínica;
  • preenchimentos seletivos;
  • tecnologias de qualidade de pele;
  • laser de CO₂.

O procedimento deve seguir o problema.

Não o contrário.

Liftera funciona melhor quanto mais doer?

Não.

Dor não é sinônimo de eficácia.

Também não considero correto pensar que “quanto mais forte, melhor”.

A energia precisa chegar na profundidade adequada e respeitar:

  • anatomia;
  • espessura dos tecidos;
  • objetivo;
  • segurança.

Mais energia não significa automaticamente melhor resultado.

Tratamento bem indicado é diferente de tratamento simplesmente intenso.

E se eu tiver muita flacidez?

Esse ponto precisa ficar claro.

O Liftera pode ser especialmente útil em flacidez leve a moderada.

Quando há grande excesso de pele ou queda importante dos tecidos, um tratamento não cirúrgico possui limitações.

Nessas situações, aumentar exageradamente energia ou número de disparos não transforma o aparelho em cirurgia.

Boa medicina também é explicar o limite de uma tecnologia.

Liftera tem riscos ou complicações?

Sim. Como todo procedimento médico, não é isento de risco.

A aplicação inadequada de energia ou profundidade pode provocar efeitos indesejados.

Por isso, são importantes:

  • conhecimento anatômico;
  • escolha correta da profundidade;
  • parâmetros adequados;
  • identificação de áreas de risco;
  • indicação correta.

“Não invasivo” não significa que possa ser utilizado sem critério.

Como fazemos a sessão de Liftera na Clínica Rizzatti?

Na Clínica Rizzatti, na Pedra Branca, em Palhoça, a sessão começa com avaliação dermatológica.

A Dra. Karoline Rizzatti define o tratamento considerando:

  • anatomia;
  • queixa principal;
  • grau de flacidez;
  • distribuição dos tecidos;
  • região;
  • objetivo;
  • tolerância individual.

A proposta é utilizar o Liftera dentro de um planejamento de manutenção e rejuvenescimento natural, e não simplesmente executar um protocolo padronizado.

Alguns pacientes chegam preocupados principalmente com a dor.

Depois da avaliação, muitas vezes percebem que existe uma pergunta ainda mais importante:

“Esse é realmente o tratamento que faz sentido para mim?”

A tecnologia importa.

A indicação importa mais.

Dra. Karoline Rizzatti
MÉDICA – CRM/SC 17360 | Dermatologia – RQE 13315

Clínica Rizzatti | Dermatologia e Saúde
Rua Rubens de Arruda Ramos, 170 – Loja 03 B – Pedra Branca
Palhoça – SC | CEP 88137-072
Contato e agendamentos: (48) 99173-5899

Este conteúdo tem finalidade educativa e informativa e não substitui consulta ou avaliação médica individualizada. A intensidade do desconforto, a indicação, a recuperação e os resultados variam entre pacientes.