O Liftera para papada pode fazer sentido principalmente quando existe flacidez leve a moderada, perda de definição da mandíbula e alteração da região abaixo do queixo. Mas “papada” não é um diagnóstico único: ela pode ser causada por pele flácida, gordura, anatomia do queixo e da mandíbula ou pela combinação desses fatores.

Por isso, antes de indicar Liftera, eu procuro responder uma pergunta mais importante:

o que está formando essa papada?

Porque uma tecnologia pode ser excelente e ainda assim ser a escolha errada se estivermos tratando o problema errado.

O que chamamos de papada?

No dia a dia, usamos a palavra “papada” para alterações bastante diferentes da região submentoniana — a área localizada abaixo do queixo.

Ela pode estar relacionada a:

  • flacidez da pele;
  • queda dos tecidos;
  • acúmulo de gordura;
  • redução da definição mandibular;
  • posição ou projeção do queixo;
  • anatomia do pescoço;
  • perda de peso;
  • envelhecimento;
  • combinação de vários desses fatores.

Duas mulheres podem olhar no espelho e dizer exatamente a mesma coisa:

“Minha papada está me incomodando.”

Mas precisarem de tratamentos completamente diferentes.

Saiba mais sobre contorno facial clicando aqui.

Liftera funciona para papada?

Pode funcionar muito bem quando existe indicação adequada.

O Liftera é uma tecnologia de ultrassom microfocado. A energia é direcionada para profundidades selecionadas, criando pontos térmicos nos tecidos e desencadeando contração e posterior remodelação de colágeno.

Uma revisão sistemática publicada em 2023 avaliou 16 estudos sobre ultrassom microfocado para tightening facial. Entre os resultados objetivos encontrados estavam melhorias na região submentoniana, além de melhora global da flacidez facial leve a moderada.[1] MDPI

Isso torna a região abaixo do queixo uma das áreas particularmente interessantes para essa classe de tecnologia.

Saiba mais sobre o Liftera clicando aqui.

O Liftera elimina a gordura da papada?

Essa pergunta precisa de uma resposta cuidadosa.

Liftera não deve ser apresentado simplesmente como uma tecnologia para “derreter gordura”.

Dependendo da profundidade, do aplicador e do protocolo utilizado, a energia do ultrassom pode atingir diferentes compartimentos e provocar alterações no tecido subcutâneo.

Existem estudos com ultrassom microfocado mostrando mudanças volumétricas na região inferior da face e no submento.[1,2]

Mas isso não significa que toda papada gordurosa deva ser tratada com Liftera.

Se existe uma quantidade significativa de gordura localizada, outras abordagens podem ser mais apropriadas.

A primeira etapa continua sendo identificar se o problema predominante é:

gordura, flacidez ou estrutura facial.

Quando o Liftera tende a funcionar melhor na papada?

Gosto especialmente dessa tecnologia quando encontro:

  • flacidez leve ou moderada abaixo do queixo;
  • perda inicial da definição da mandíbula;
  • tecido começando a ceder;
  • pequena alteração de contorno;
  • paciente que não deseja cirurgia;
  • envelhecimento inicial ou intermediário da região submentoniana.

A evidência disponível para ultrassom microfocado é mais consistente justamente para flacidez leve a moderada, e não para grandes excessos de pele.[1]

Isso é importante para alinhar expectativa.

O Liftera pode melhorar contorno.

Ele não reproduz o resultado de um lifting cirúrgico.

E quando a papada é principalmente gordura?

Nesse caso, precisamos avaliar quanto dessa alteração realmente é flacidez.

Imagine duas pacientes.

A primeira tem pouca gordura, mas a pele abaixo da mandíbula começou a perder sustentação.

A segunda tem pele relativamente firme, porém grande volume adiposo submentoniano.

As duas chamam a alteração de “papada”.

Na primeira, Liftera pode ocupar um papel muito importante.

Na segunda, talvez ele não seja o tratamento principal.

Dar o mesmo tratamento para problemas diferentes é uma das formas mais fáceis de produzir resultados frustrantes.

O que o ultrassom microfocado faz na região submentoniana?

O ultrassom consegue depositar energia em profundidades determinadas sem precisar remover a superfície da pele.

Essa energia provoca pequenas zonas térmicas controladas.

A resposta subsequente inclui:

  • contração de fibras;
  • remodelação;
  • estímulo de colágeno;
  • alteração progressiva da firmeza.

Por isso, o efeito não é necessariamente imediato.

A região vai mudando ao longo das semanas e meses.

Existem estudos especificamente sobre papada?

Sim.

Na revisão sistemática de Contini e colaboradores, estudos que avaliaram a região submentoniana demonstraram melhora objetiva do contorno após ultrassom microfocado.[1]

Um estudo prospectivo envolvendo 103 adultos avaliou tightening da face inferior, definição mandibular e redução da flacidez submentoniana após tratamento com ultrassom microfocado.[3] PubMed

Outro estudo clínico utilizando avaliação tridimensional também encontrou mudanças mensuráveis na face inferior e na região submentoniana três meses após o tratamento.[4] PubMed

Esses dados dão suporte ao uso da tecnologia principalmente para tightening e contorno, mas não justificam prometer desaparecimento completo da papada.

Quanto tempo demora para aparecer o resultado?

O ultrassom microfocado é um tratamento progressivo.

Alguma percepção de contração pode ocorrer antes, mas a remodelação tecidual acontece ao longo dos meses.

Grande parte dos estudos utiliza avaliações em torno de 90 dias, justamente porque esse período permite que a resposta de remodelação esteja mais estabelecida.[1]

Estudos também demonstraram persistência de melhora em avaliações posteriores, embora a duração varie entre pacientes e protocolos.[1]

Na prática, prefiro avaliar o resultado como uma evolução e não apenas por uma fotografia feita poucos dias depois.

Liftera para papada dá resultado natural?

Essa é uma das características que mais gosto nesse tipo de tratamento.

Não estamos adicionando uma nova estrutura à face.

Estamos trabalhando os tecidos que já existem.

O resultado, quando bem indicado, tende a aparecer como:

  • mandíbula um pouco mais definida;
  • região abaixo do queixo mais organizada;
  • melhora de sustentação;
  • transição mais bonita entre face e pescoço.

Não espero que as pessoas olhem para a paciente e pensem:

“Ela fez Liftera.”

Prefiro que percebam um contorno mais cuidado sem saber exatamente o que foi feito.

Liftera melhora a mandíbula também?

Frequentemente, sim.

Papada e linha mandibular estão intimamente relacionadas visualmente.

À medida que há queda de tecidos, a transição entre:

  • queixo;
  • mandíbula;
  • pescoço

fica menos definida.

Por isso, muitas vezes não trato apenas o centro da papada.

Avalio todo o terço inferior da face.

Um bom contorno não depende de um único ponto.

Saiba mais sobre flacidez facial clicando aqui.

E se o problema for um queixo pequeno?

Essa é uma situação muito importante.

Às vezes, a paciente acredita que possui excesso de papada, mas parte da percepção vem de uma projeção insuficiente do queixo.

O perfil facial muda bastante conforme a relação entre:

  • nariz;
  • lábios;
  • queixo;
  • mandíbula;
  • pescoço.

Nesse caso, tentar apenas reduzir ou tensionar a região abaixo do queixo pode não resolver completamente a queixa estética.

Pode ser necessário discutir outras estratégias.

Isso ilustra bem uma ideia que repito bastante:

tratar a papada exige olhar o rosto inteiro.

E se houver muita sobra de pele?

Em flacidez importante, especialmente quando existe grande excesso de pele, tecnologias não invasivas possuem limites.

Isso precisa ser explicado na consulta.

A própria revisão sistemática sobre ultrassom microfocado observou menor resposta em graus mais elevados de flacidez e destacou que seleção do paciente influencia o resultado.[1]

Há situações em que um tratamento não cirúrgico pode produzir melhora parcial.

E há situações em que cirurgia é a alternativa capaz de entregar a mudança que o paciente deseja.

Atendimento médico também significa saber dizer isso.

Quem emagreceu muito pode usar Liftera na papada?

Pode haver indicação.

Após emagrecimento, podemos encontrar:

  • perda de gordura;
  • esvaziamento facial;
  • maior frouxidão da pele;
  • alteração do contorno mandibular;
  • excesso relativo da pele submentoniana.

Mas esses pacientes exigem avaliação particularmente cuidadosa.

Se o rosto já perdeu muito volume, o objetivo não deveria ser simplesmente “afinar ainda mais”.

Podemos precisar combinar sustentação com estratégias de melhora da qualidade tecidual e bioestimulação.

Liftera ou Sculptra para papada?

Eles têm funções diferentes.

Liftera

Penso principalmente em:

  • sustentação;
  • tightening;
  • definição;
  • energia em profundidades planejadas.

Sculptra

Penso principalmente em:

  • estímulo de colágeno;
  • qualidade tecidual;
  • firmeza progressiva.

Sculptra não é um procedimento para retirar gordura da papada.

Mas pode integrar um plano quando existe perda de colágeno e flacidez.

Por isso, em alguns pacientes, Liftera e Sculptra podem ser complementares.

Liftera ou preenchimento da mandíbula?

Outra pergunta bastante comum.

Se existe queda dos tecidos, apenas adicionar preenchimento pode não ser a primeira solução.

Por outro lado, quando existe deficiência estrutural real de mandíbula ou queixo, pequenas quantidades de ácido hialurônico podem ter um papel importante.

Eu separaria assim:

Liftera: trabalha tecido e sustentação.

Preenchimento: acrescenta suporte ou volume onde existe deficiência anatômica.

Às vezes precisamos de um.

Às vezes dos dois.

E frequentemente precisamos de nenhum preenchimento.

Preencher menos pode exigir mais conhecimento.

Qual Liftera utilizamos na Clínica Rizzatti?

Na Clínica Rizzatti utilizamos o Liftera 2.

O equipamento possui aplicador linear e a caneta Liftera, permitindo diferentes formas de entrega de energia de acordo com a área e a anatomia do paciente. A distribuidora brasileira também descreve no Liftera 2 recursos como UDP 2.0 e TDIP para controle da entrega e difusão térmica. Entera

Na clínica utilizamos ainda os protocolos atualizados Dash-Dot-Dash, combinando diferentes formas de entrega de energia dentro do planejamento.

Para mim, o mais interessante nisso não é dizer que existe um protocolo “mais forte”.

É ter mais possibilidades de individualização.

O que significa Dash-Dot-Dash?

De forma simplificada, o protocolo combina modos de aplicação linear e pontual:

Dash → Dot → Dash.

Isso permite construir estratégias diferentes para regiões e profundidades distintas.

Mas não significa que toda paciente com papada receberá o mesmo número de disparos ou a mesma sequência.

O portal profissional da Entera disponibiliza protocolos específicos Dash Dot Dash e protocolos para o Liftera 2, reforçando que existem diferentes estratégias de utilização da plataforma. Entera

O protocolo continua dependendo de:

  • espessura dos tecidos;
  • anatomia;
  • grau de flacidez;
  • objetivo;
  • região.

Liftera é de uso médico?

Segundo a distribuidora brasileira, o Liftera possui selo de exclusividade médica aprovado pela Anvisa. Entera

Considero esse um diferencial relevante.

Não porque o equipamento sozinho garanta um bom resultado.

Mas porque ultrassom microfocado exige compreensão de anatomia, profundidade e estruturas que não queremos atingir.

O aparelho é importante. Mas quem indica, planeja e aplica também é.

Liftera para papada dói?

Pode haver desconforto.

Na literatura sobre ultrassom microfocado, dor durante a aplicação varia consideravelmente entre pacientes e protocolos.[1]

Na prática, conforto depende de:

  • região;
  • profundidade;
  • energia;
  • quantidade de disparos;
  • sensibilidade individual;
  • técnica.

O avanço das tecnologias tem buscado tornar o tratamento mais confortável, mas eu evitaria prometer tratamento totalmente indolor para todas as pessoas.

Precisa de anestesia?

Isso depende do protocolo e da sensibilidade.

Nem todos os pacientes precisam da mesma estratégia de conforto.

Essa decisão é feita de acordo com o tratamento planejado.

Como fica o rosto depois do Liftera?

A recuperação costuma ser discreta.

Algumas pessoas podem apresentar:

  • leve edema;
  • sensibilidade;
  • dor à palpação;
  • vermelhidão transitória.

Na maioria dos protocolos, não existe o período de descamação ou crostas que ocorre, por exemplo, após um laser ablativo de CO₂.

É justamente por isso que ultrassom microfocado costuma ser interessante para quem não dispõe de muitos dias de recuperação.

Quantas sessões de Liftera para papada são necessárias?

Não existe um número único.

Em muitos casos, podemos realizar uma sessão e acompanhar a evolução antes de decidir qualquer nova intervenção.

Existem também protocolos seriados publicados para ultrassom microfocado.

Mas eu não considero adequado vender antecipadamente um número fixo de sessões para todos.

O resultado precisa ser reavaliado.

Liftera para papada precisa ser feito todo ano?

Também não obrigatoriamente.

Em algumas pacientes, uma manutenção anual pode fazer sentido.

Em outras, o intervalo pode ser maior.

E há pacientes cuja anatomia ou grau de flacidez pede outra estratégia.

O objetivo de um planejamento anual não é criar obrigação anual.

É saber quando ainda existe indicação.

Saiba mais sobre planejamento anual de rejuvenescimento clicando aqui.

Liftera funciona para pescoço?

Sim, o pescoço também pode ser tratado em pacientes selecionados.

Papada e pescoço frequentemente precisam ser avaliados juntos, porque uma alteração pode interferir visualmente na outra.

A literatura sobre ultrassom microfocado inclui tratamentos de:

  • face inferior;
  • região submentoniana;
  • pescoço.[1,5]

Por isso, uma futura página específica sobre Liftera no pescoço vale bastante a pena.

Liftera para papada ou cirurgia?

São indicações diferentes.

Para flacidez leve a moderada e quem procura um procedimento não cirúrgico, Liftera pode ser bastante interessante.

Para:

  • grande excesso de pele;
  • bandas musculares importantes;
  • flacidez avançada;
  • grande acúmulo de gordura;
  • expectativas de transformação expressiva,

uma alternativa cirúrgica pode ser mais adequada.

Não gosto de transformar tecnologias não invasivas em “substitutas da cirurgia”.

Elas ocupam outro espaço.

Como avaliamos a papada na Clínica Rizzatti?

Eu observo o paciente:

  • de frente;
  • de perfil;
  • em três quartos;
  • com cabeça em posição natural;
  • em movimento.

Avalio:

  • projeção do queixo;
  • linha mandibular;
  • quantidade de tecido submentoniano;
  • flacidez;
  • pele;
  • distribuição de gordura;
  • pescoço.

Também podemos utilizar o Aura 3D como ferramenta complementar de documentação.

Isso é particularmente útil quando buscamos uma melhora sutil de contorno, porque conseguimos comparar a evolução ao longo dos meses de maneira mais padronizada.

Saiba mais sobre avaliação facial com Aura.

Resultado natural significa mudança discreta?

Não necessariamente.

Significa uma mudança coerente com a anatomia.

Uma mandíbula melhor definida pode modificar bastante a percepção do rosto.

Mas ela não deveria parecer artificial.

Esse é um ponto particularmente importante para mim.

Não quero criar o mesmo ângulo mandibular em todas as mulheres.

Não quero transformar todos os rostos em um mesmo padrão.

Um bom tratamento não deveria apagar a história de um rosto.

Liftera para papada em Palhoça

Na Clínica Rizzatti, na Pedra Branca, em Palhoça, o tratamento com Liftera é realizado dentro de avaliação dermatológica individualizada pela Dra. Karoline Rizzatti.

A clínica recebe também pacientes de:

  • São José;
  • Santo Amaro da Imperatriz;
  • Biguaçu;
  • Florianópolis;
  • outras cidades da Grande Florianópolis.

O atendimento ocorre exclusivamente na unidade da Pedra Branca.

Estacionamento e experiência de atendimento

Os pacientes da Clínica Rizzatti contam com estacionamento conveniado em unidades próximas da Safe Park na Pedra Branca, com o período correspondente ao atendimento custeado pela clínica.

Para quem vem de outras cidades da região, acesso e praticidade também fazem parte da experiência.

Afinal, Liftera vale a pena para papada?

Pode valer muito a pena quando o problema principal é:

flacidez, perda inicial de sustentação e redução da definição do contorno mandibular.

Pode ser insuficiente quando existe:

  • excesso importante de gordura;
  • grande sobra de pele;
  • alteração estrutural significativa;
  • expectativa incompatível com um tratamento não cirúrgico.

Por isso, a resposta não começa no aparelho.

Começa no diagnóstico.

Papada não é uma única alteração. E justamente por isso não deveria ter uma única receita.

Referências

1. Contini M, Hollander MHJ, Vissink A, Schepers RH, Jansma J, Schortinghuis J. A systematic review of the efficacy of microfocused ultrasound for facial skin tightening. Int J Environ Res Public Health. 2023;20(2):1522. doi:10.3390/ijerph20021522. MDPI

2. Ling J, Zhao H. A systematic review and meta-analysis of the clinical efficacy and patients' satisfaction of micro-focused ultrasound treatment for facial rejuvenation and tightening. Aesthetic Plast Surg. 2023;47(5):1806-1823. doi:10.1007/s00266-023-03384-1. PubMed

3. Oni G, Hoxworth R, Teotia S, Brown S, Kenkel JM. Evaluation of a microfocused ultrasound system for improving skin laxity and tightening in the lower face. Aesthet Surg J. 2014. doi:10.1177/1090820X14541956. PubMed

4. Evaluation of a novel microfocused ultrasound with three-dimensional digital imaging for facial tightening: a prospective, randomized, controlled trial. PubMed

5. Alam M, White LE, Martin N, Witherspoon J, Yoo S, West DP. Ultrasound tightening of facial and neck skin: a rater-blinded prospective cohort study. J Am Acad Dermatol. 2010. doi:10.1016/j.jaad.2009.06.039. PubMed

6. Entera Med. Liftera 2. Informações oficiais da distribuidora brasileira sobre aplicadores, UDP 2.0, TDIP e exclusividade médica. Entera

Dra. Karoline Rizzatti
MÉDICA – CRM/SC 17360 | Dermatologia – RQE 13315

Clínica Rizzatti | Dermatologia e Saúde
Rua Rubens de Arruda Ramos, 170 – Loja 03 B – Pedra Branca
Palhoça – SC | CEP 88137-072
Contato e agendamentos: (48) 99173-5899

Este conteúdo tem finalidade educativa e informativa e não substitui consulta ou avaliação médica individualizada. A indicação, profundidades, parâmetros, número de sessões e resultados do ultrassom microfocado dependem da anatomia, grau de flacidez e características de cada paciente.