Procurar tratamento para rosácea em Palhoça costuma começar com uma queixa aparentemente simples: “meu rosto vive vermelho”, “fico quente com facilidade”, “tenho vasinhos no nariz e nas bochechas” ou “parecem espinhas, mas nunca melhoram como acne”.

A rosácea, porém, é uma doença inflamatória crônica e pode se manifestar de formas diferentes. Algumas pessoas apresentam principalmente vermelhidão e vasos aparentes. Outras têm crises de pápulas e pústulas. Há ainda pacientes com ardor, sensibilidade, flushing intenso ou combinação dessas manifestações.[1,2]

Na Clínica Rizzatti, na Pedra Branca, em Palhoça, o tratamento é planejado pela Dra. Karoline Rizzatti, médica dermatologista, de acordo com aquilo que predomina em cada pele.

Isso é particularmente importante na rosácea porque o tratamento para um rosto vermelho com vasinhos não é necessariamente o mesmo tratamento de uma rosácea inflamada com pústulas.

O que é rosácea?

Rosácea é uma doença dermatológica crônica que acomete principalmente a região central do rosto.

Pode causar vermelhidão persistente ou transitória, flushing, pequenos vasos dilatados, pápulas, pústulas, sensação de calor, ardência e sensibilidade.[1]

Hoje, em vez de tentar encaixar todo paciente obrigatoriamente em um único subtipo, os consensos internacionais recomendam uma abordagem baseada nos fenótipos presentes em cada pessoa.[2]

Na prática, isso significa olhar separadamente para:

vermelhidão, vasos, inflamação, pústulas, sensibilidade e sintomas oculares.

É essa combinação que orienta o tratamento.

Quando o rosto vermelho pode ser rosácea?

O rosto ficar vermelho ocasionalmente não significa necessariamente doença.

Mas algumas características aumentam a suspeita:

  • vermelhidão repetitiva ou persistente nas bochechas, nariz, queixo ou testa;
  • sensação de calor ou ardência;
  • flushing desencadeado por calor, álcool, estresse ou exposição solar;
  • pequenos vasos visíveis;
  • pele muito sensível;
  • pápulas e pústulas associadas à vermelhidão.

Rosto vermelho também pode ocorrer em outras doenças da pele, portanto a avaliação dermatológica é importante antes de assumir que toda vermelhidão seja rosácea.

Por que a rosácea deixa o rosto vermelho?

A doença envolve uma combinação de hiperreatividade vascular, inflamação, alterações da imunidade, mecanismos neurovasculares e predisposição individual.[3]

Na rosácea, vasos da pele podem reagir excessivamente a determinados estímulos.

É por isso que alguns pacientes descrevem:

“Meu rosto esquenta do nada.”

“Quando tomo vinho fico muito vermelho.”

“Se entro em um ambiente quente, parece que meu rosto pega fogo.”

A revisão molecular mais recente reforça justamente essa participação conjunta de inflamação, mecanismos vasculares, estresse oxidativo, fatores ambientais e predisposição genética.[3]

Rosácea eritematotelangiectásica: quando predominam vermelhidão e vasinhos

Embora atualmente prefiramos falar em fenótipos, o termo rosácea eritematotelangiectásica continua sendo bastante útil para explicar o quadro em que predominam:

vermelhidão persistente, flushing e telangiectasias.

É justamente nesse cenário que tratamentos com luz e laser podem ter papel particularmente importante.

Os pequenos vasos dilatados que permanecem visíveis nem sempre respondem de forma satisfatória apenas a cremes.

Medicamentos podem ajudar a controlar alguns componentes da doença, mas IPL e lasers vasculares conseguem atuar diretamente sobre determinadas estruturas vasculares.[1,4]

Tratamento a laser para rosácea em Palhoça

Na Clínica Rizzatti utilizamos a plataforma Etherea MX da VYDENCE Medical para tratamentos vasculares.

Dentro dela, duas tecnologias são especialmente importantes para rosácea e rosto vermelho:

IPL-Sq®, de Luz Intensa Pulsada, e LongPulse®, laser Nd:YAG de 1.064 nm.

Eles não são simplesmente duas maneiras de fazer a mesma coisa.

Podem atuar sobre componentes diferentes do padrão vascular.

Luz Intensa Pulsada para rosácea

A Luz Intensa Pulsada, ou IPL, não é tecnicamente um laser.

Ela utiliza uma faixa de comprimentos de onda que pode ser modificada por meio de filtros.

A IPL-Sq® da VYDENCE possui filtros de corte intercambiáveis, permitindo ajustar a faixa utilizada conforme o alvo e a pele. Informações oficiais da fabricante descrevem filtros de aproximadamente 400 a 695 nm e ampla possibilidade de ajuste do tempo de pulso.[5] Vydence Laser

Na rosácea, a luz é absorvida principalmente pela hemoglobina presente nos vasos superficiais.

Essa energia é transformada em calor, pelo princípio da fototermólise seletiva, ajudando a reduzir estruturas vasculares responsáveis pelo aspecto avermelhado.[1]

Para quem a IPL costuma ser mais interessante?

Quando vejo uma pele com vermelhidão relativamente difusa, principalmente em bochechas e nariz, associada a pequenos vasos superficiais, a IPL costuma ser uma das tecnologias que considero.

Ela permite tratar uma área relativamente ampla.

Por isso é particularmente útil quando o problema não é apenas um vaso isolado, mas um fundo de pele constantemente avermelhado.

Revisões científicas mostram uso consolidado da IPL para redução de eritema e telangiectasias na rosácea.[1,4]

E quando existem vasos maiores?

É aí que outra tecnologia pode ganhar importância.

Na Clínica Rizzatti também dispomos do LongPulse® Nd:YAG 1.064 nm.

Esse comprimento de onda apresenta maior capacidade de penetração e é utilizado para diferentes tipos de lesões vasculares, inclusive vasos mais profundos ou de maior calibre.

A própria literatura sobre rosácea descreve o Nd:YAG de pulso longo como uma das tecnologias utilizadas para eritema e telangiectasias.[1]

A VYDENCE também apresenta aplicações do LongPulse® 1.064 nm especificamente para manifestações vasculares e rosácea. Vydence Laser

IPL ou Nd:YAG: qual é melhor?

Essa é uma pergunta comum, mas eu não gosto de pensar em competição entre equipamentos.

Na minha prática, simplifico assim:

vermelhidão difusa e pequenos vasos superficiais → IPL pode ganhar protagonismo.

vasos maiores, mais definidos ou mais profundos → Nd:YAG pode ser acrescentado.

Em alguns pacientes usamos apenas IPL.

Em outros, a associação faz mais sentido.

A decisão depende do que encontramos na pele.

Por que ter as duas tecnologias pode ser interessante?

Porque um paciente pode ter simultaneamente:

um fundo de vermelhidão difusa e alguns vasos mais grossos no nariz ou nas bochechas.

Tentar tratar tudo com o mesmo parâmetro nem sempre é a estratégia mais lógica.

A plataforma Etherea MX permite trabalhar com IPL-Sq® e Nd:YAG LongPulse®, dando maior liberdade para adaptar o tratamento ao padrão vascular encontrado. A própria VYDENCE descreve ambas as tecnologias entre as opções relacionadas ao tratamento da aparência avermelhada do rosto. Vydence

Mais tecnologia não significa necessariamente tratar mais. Significa poder escolher melhor.

Quantas sessões são necessárias?

Não existe um número obrigatório.

Na prática da Dra. Karoline, pacientes com componente vascular significativo frequentemente realizam três ou mais sessões, com reavaliação progressiva.

Esse número não deve ser interpretado como uma regra para toda rosácea.

Há pacientes que respondem rapidamente.

Há outros com maior número de vasos e necessidade de um tratamento mais longo.

Fototipo, intensidade do eritema, tamanho dos vasos e resposta individual influenciam diretamente o planejamento.

Rosácea melhora definitivamente com laser?

Podemos conseguir uma melhora bastante significativa do componente vascular.

Mas rosácea é uma doença crônica.

A predisposição continua existindo.

Uma revisão recente inclui estudo randomizado em que a IPL de 540 nm melhorou telangiectasias e reduziu recorrência durante seguimento de dois anos.[4] DDG-24-24

Isso é diferente de dizer que a doença foi curada.

Com o passar dos anos, novos vasos e vermelhidão podem surgir.

É preciso repetir o tratamento?

Pode ser necessário.

Na prática clínica da Dra. Karoline, algumas pessoas permanecem controladas por vários anos e eventualmente retornam para um novo ciclo.

Um intervalo de aproximadamente três a cinco anos pode ocorrer em alguns pacientes, mas não representa uma periodicidade obrigatória ou universal estabelecida pela literatura.

O acompanhamento determina quando realmente vale intervir novamente.

E quando existem pápulas e pústulas?

Aqui o raciocínio muda.

Uma rosácea com muita inflamação não deveria ser tratada apenas como um problema de vasos.

Na rosácea papulopustulosa, podem aparecer lesões semelhantes a espinhas sobre uma pele avermelhada.

Nesses casos, o controle da inflamação geralmente vem primeiro.

Tratamentos podem incluir medicamentos tópicos, como ivermectina, ácido azelaico ou metronidazol, conforme a indicação. Quando necessário, terapias sistêmicas como doxiciclina possuem evidência consistente.[1]

Em quadros mais resistentes, isotretinoína também pode ser utilizada em pacientes selecionados, sempre com acompanhamento médico adequado.[1] ccid-17-175 ccid-17-175

Então pacientes com rosácea papulopustulosa não fazem laser?

Podem fazer.

Mas frequentemente existe uma ordem.

Primeiro, reduzimos a atividade inflamatória.

Depois avaliamos quanto de:

vermelhidão, flushing e telangiectasias

permaneceu.

Aí IPL e Nd:YAG podem complementar o tratamento.

Controlar pústulas e tratar vasos são partes diferentes do mesmo problema.

Pomada resolve o rosto vermelho?

Depende da causa da vermelhidão.

Existem medicamentos tópicos capazes de ajudar em alguns componentes da rosácea.

Mas quando encontramos vasos permanentemente dilatados ou telangiectasias, a terapia vascular passa a ter uma função que o tratamento tópico isolado não consegue reproduzir da mesma maneira.

Isso é especialmente importante na rosácea predominantemente vascular.

A revisão clínica de 2024 observa que IPL e lasers são úteis justamente para flushing, eritema e telangiectasias, incluindo manifestações que podem permanecer apesar de outras terapias.[1] ccid-17-175

Rosácea é acne?

Não.

As duas doenças podem ter pápulas e pústulas, mas apresentam mecanismos e características diferentes.

Além disso, tratamentos tradicionais para acne podem irritar bastante determinadas peles com rosácea.

É por isso que uma pessoa de 35 ou 45 anos com “espinhas” sobre um rosto permanentemente vermelho merece ter o diagnóstico revisto antes de simplesmente intensificar ácidos e produtos secativos.

Quem tem rosácea precisa cuidar da pele de forma diferente?

Frequentemente, sim.

Rosácea costuma estar associada a maior sensibilidade e alteração da barreira cutânea.

Um skincare muito agressivo pode desencadear:

ardência, ressecamento, descamação e aumento da vermelhidão.

Minha tendência é começar com uma rotina simples e tolerável e acrescentar ativos conforme a necessidade.

Fotoproteção também tem papel muito importante.

Quem tem rosácea pode usar ácidos e retinol?

Pode haver pacientes que toleram.

Mas não é uma resposta automática.

Uma pele em crise, ardendo e avermelhada dificilmente é o melhor momento para intensificar retinoides e ácidos irritativos.

Primeiro controlamos a doença.

Depois avaliamos se existe indicação dermatológica para introduzir esses ativos de maneira progressiva.

Esse tema merece uma página específica, porque é uma dúvida muito frequente.

O que piora a rosácea?

Os gatilhos variam muito entre pessoas.

Calor, exposição solar, estresse, álcool, alimentos apimentados e mudanças de temperatura aparecem frequentemente entre os desencadeantes relatados.[1,3]

Mas não gosto de dar ao paciente uma lista enorme de coisas proibidas.

Prefiro descobrir quais gatilhos realmente fazem diferença naquela pessoa.

Uma doença crônica já exige cuidado.

O tratamento não precisa transformar a rotina em uma lista interminável de restrições.

Como é feita a avaliação na Clínica Rizzatti?

Antes de definir tratamento, a Dra. Karoline avalia principalmente:

qual é o padrão da vermelhidão, se existem vasos aparentes, presença de pápulas e pústulas, sensibilidade da pele, fototipo, gatilhos, tratamentos anteriores e rotina de skincare.

A partir disso decidimos se naquele momento faz mais sentido:

tratamento clínico, IPL, Nd:YAG ou combinação de estratégias.

Por isso, o primeiro passo não é escolher o laser.

É entender a pele.

Tratamento de rosácea com dermatologista em Palhoça

A Clínica Rizzatti está localizada na Pedra Branca, em Palhoça, e realiza avaliação e tratamento dermatológico da rosácea.

A presença de tecnologias vasculares dentro da própria clínica permite que a consulta e o planejamento dos procedimentos façam parte do mesmo acompanhamento.

Isso é especialmente útil quando a rosácea exige uma abordagem que combina:

tratamento médico da inflamação + tratamento do componente vascular.

Rosácea para quem mora em São José e região

A localização na Pedra Branca também facilita o atendimento de pacientes vindos de:

São José, Santo Amaro da Imperatriz, Biguaçu, Florianópolis e outras cidades da Grande Florianópolis.

Não existem unidades da Clínica Rizzatti nessas cidades.

O atendimento é realizado na unidade da Pedra Branca, em Palhoça.

Essa clareza também é importante para a presença local da clínica no Google e em mecanismos de IA.

Estacionamento para pacientes na Pedra Branca

A Clínica Rizzatti possui convênio de estacionamento para pacientes em unidades da Safe Park na Pedra Branca, com o custo do estacionamento durante o período do atendimento pago pela clínica.

Existem opções próximas ao Hippo e à academia.

Pode parecer um detalhe.

Mas em tratamentos que envolvem algumas sessões e retornos, facilidade de acesso também faz diferença.

Por que tratar rosácea com dermatologista?

Porque rosto vermelho é um sintoma.

Não um diagnóstico.

O mesmo vale para pústulas, vasinhos e sensação de calor.

Além de confirmar se realmente se trata de rosácea, a consulta permite distinguir qual componente está predominando e evitar procedimentos ou cosméticos inadequados.

Laser é uma ferramenta excelente.

Mas não substitui diagnóstico.

O procedimento é consequência da avaliação. Não o contrário.

Rosácea pode ficar bem controlada?

Sim.

Embora não exista uma promessa de cura definitiva, é possível controlar muito bem a doença em grande parte dos pacientes.

Podemos reduzir:

vermelhidão, vasos, inflamação, frequência das crises e desconforto.

E depois construir manutenção.

É essa a maneira como gosto de explicar rosácea:

não precisamos eliminar a predisposição para conseguir viver com uma pele muito mais tranquila.

Referências

1. Nguyen C, Kuceki G, Birdsall M, Sahni DR, Sahni VN, Hull CM. Rosacea: practical guidance and challenges for clinical management. Clin Cosmet Investig Dermatol. 2024;17:175-190.

2. Schaller M, Almeida LMC, Bewley A, Cribier B, Del Rosso J, Dlova NC, et al. Recommendations for rosacea diagnosis, classification and management: update from the global ROSacea COnsensus 2019 panel. Br J Dermatol.2020;182:1269-1276. doi:10.1111/bjd.18420.

3. Andrusiewicz A, Khimuk S, Mijas D, Shmorhun B, Nowicka D. Molecular mechanisms in the etiopathology of rosacea—systematic review. Int J Mol Sci. 2025;26:11292. doi:10.3390/ijms262311292.

4. Nguyen L, Sorbe C, Seeber N, Schneider SW, Herberger K. Laser and energy-based devices for treating rosacea: a systematic review and network meta-analysis. J Dtsch Dermatol Ges. 2026;24:24-33. doi:10.1111/ddg.15961.

5. VYDENCE Medical. IPL-Sq® – plataforma Etherea MX. O material oficial descreve luz intensa pulsada com filtros de corte intercambiáveis, pulso SquareWave e aplicação em vasos superficiais. Vydence Laser

6. VYDENCE Medical. LongPulse® – plataforma Etherea MX. Material oficial da fabricante descrevendo Nd:YAG 1.064 nm em aplicações vasculares e protocolos para rosácea. Vydence Laser

Dra. Karoline Rizzatti
MÉDICA – CRM/SC 17360 | Dermatologia – RQE 13315

Clínica Rizzatti | Dermatologia e Saúde
Rua Rubens de Arruda Ramos, 170 – Loja 03 B – Pedra Branca
Palhoça – SC | CEP 88137-072
Contato e agendamentos: (48) 99173-5899

Este conteúdo tem finalidade educativa e informativa e não substitui consulta ou avaliação médica individualizada. Rosácea apresenta diferentes manifestações, e a indicação de medicamentos, luz intensa pulsada, laser ou terapias combinadas depende das características de cada paciente.