Existe uma fase em que o rosto não parece propriamente envelhecido.

Mas começa a parecer diferente.

A linha da mandíbula perde um pouco da definição. A região abaixo do queixo começa a incomodar em algumas fotografias. A pele já não acompanha os contornos da mesma maneira e, às vezes, o espelho mostra uma expressão um pouco mais cansada do que aquela que sentimos.

É justamente nessa fase que gosto de conversar sobre o Liftera.

O Liftera é uma tecnologia de ultrassom microfocado utilizada para estimular colágeno e trabalhar a sustentação dos tecidos sem cirurgia.

Mas, para mim, o mais interessante nele não é produzir uma transformação.

É justamente o contrário.

É cuidar antes que seja necessário transformar.

Por que gosto do Liftera para algumas pacientes?

Porque muitas mulheres que chegam ao meu consultório não querem mudar o rosto.

Elas não querem mais volume.

Não querem parecer “preenchidas”.

E muitas vezes também não querem esperar até que a flacidez esteja bastante evidente para começar a tratá-la.

Querem apenas preservar.

Melhorar a firmeza.

Redesenhar discretamente alguns contornos.

E continuar se reconhecendo no espelho.

É nesse contexto que o Liftera pode ser muito interessante.

O que é o Liftera?

O Liftera utiliza ultrassom focado para entregar energia em profundidades específicas dos tecidos.

Esse estímulo térmico desencadeia um processo de remodelação do colágeno.

Traduzindo para aquilo que realmente interessa à paciente:

o tratamento procura melhorar a sustentação utilizando o próprio processo de renovação do organismo.

E isso acontece progressivamente.

Não é um rosto diferente ao sair da clínica.

É uma melhora que vai aparecendo aos poucos.

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Onde podemos utilizar o Liftera?

Uma das vantagens da tecnologia é poder trabalhar diferentes regiões de acordo com a necessidade de cada rosto.

Entre as áreas que mais avaliamos estão:

  • linha mandibular;
  • terço inferior da face;
  • região abaixo do queixo;
  • pescoço;
  • algumas regiões da face e ao redor dos olhos.

Não gosto de pensar em “pacotes” iguais para todas as pacientes.

Algumas precisam concentrar o tratamento na mandíbula.

Outras se incomodam principalmente com a região submentoniana.

Outras começam a perceber alterações no pescoço.

O tratamento deve acompanhar o rosto — e não obrigar o rosto a acompanhar um protocolo.

Liftera é interessante para quem ainda não tem muita flacidez?

Na minha opinião, esta é uma das situações mais interessantes.

Existe uma ideia de que devemos procurar tratamentos de firmeza apenas quando a flacidez já está muito evidente.

Nem sempre.

Muitas pacientes chegam entre os 35, 40 e 50 anos percebendo as primeiras mudanças de sustentação.

Não existe necessariamente algo grande para “corrigir”.

Existe algo para preservar e manter.

E isso muda completamente a proposta do tratamento.

Em vez de tentar recuperar uma alteração já avançada, podemos trabalhar de maneira progressiva ao longo dos anos.

O Liftera deixa o rosto natural?

Esse é um dos motivos pelos quais gosto de utilizar tecnologias dentro de um planejamento de rejuvenescimento.

O Liftera não tem como objetivo adicionar volume ao rosto.

Ele trabalha através do estímulo dos próprios tecidos.

Quando bem indicado, a proposta é uma melhora gradual de firmeza e contorno sem criar características artificiais.

Para mim, isso combina muito com a forma como gosto de trabalhar a estética:

as pessoas podem perceber que você está bem sem necessariamente descobrir o que você fez.

Liftera serve para papada?

Pode fazer parte do tratamento da região abaixo do queixo, especialmente quando existe perda de firmeza associada.

Mas “papada” pode ter causas diferentes.

Às vezes há mais gordura.

Às vezes existe flacidez.

Às vezes a anatomia da mandíbula influencia muito a aparência.

Por isso, gosto de avaliar antes de simplesmente escolher uma ponteira ou quantidade de disparos.

A tecnologia é a mesma.

A estratégia não deveria ser.

Liftera pode melhorar o contorno da mandíbula?

Essa é uma das regiões que mais levam pacientes a procurar ultrassom microfocado.

Quando começamos a perder definição entre o rosto e o pescoço, pequenas alterações podem fazer bastante diferença na percepção geral da face.

Em pacientes adequadamente selecionados, trabalhar sustentação nessa região pode contribuir para um contorno mais definido e uma aparência mais descansada.

Não se trata de criar uma mandíbula que aquela pessoa nunca teve.

Trata-se de recuperar um pouco da definição que começou a se perder.

E a região dos olhos?

Também existem possibilidades de tratamento em áreas selecionadas ao redor dos olhos, dependendo da anatomia e da indicação.

Essa é uma região em que pequenas mudanças podem causar uma diferença interessante na expressão.

Mas também é uma região delicada.

Por isso, é especialmente importante avaliar se o problema predominante é pele, flacidez, volume ou outra alteração.

Quanto tempo leva para perceber o resultado?

O Liftera não é um tratamento que termina no momento em que o aparelho é desligado.

O estímulo inicia um processo que continua ao longo das semanas seguintes.

Por isso, gosto de explicar que o resultado é progressivo.

Algumas pessoas começam a perceber mudanças antes; outras notam mais claramente ao comparar fotografias depois de algum tempo.

E há algo interessante nisso:

o resultado vai chegando antes que as pessoas ao redor saibam exatamente o que mudou.

Quantas sessões são necessárias?

Isso depende do paciente.

Não gosto de vender uma quantidade fechada de sessões antes de avaliar a face.

Idade, flacidez, anatomia, região tratada e objetivo interferem no planejamento.

Em algumas pessoas, realizamos o tratamento e acompanhamos a evolução antes de decidir quando repetir.

Em outras, podemos planejar uma estratégia diferente.

O importante é não transformar tratamento médico em pacote.

Liftera substitui outros tratamentos?

Não precisa substituir.

Pode complementar.

Uma paciente pode ter uma ótima sustentação e desejar melhorar manchas.

Outra pode precisar trabalhar qualidade da pele.

Outra pode se beneficiar de toxina botulínica.

Outra, de bioestimuladores.

É por isso que dispomos de diferentes tecnologias na Clínica Rizzatti.

Se existisse um aparelho que resolvesse tudo, não precisaríamos dos outros.

A escolha depende daquilo que o rosto está pedindo naquele momento.

Quando gosto de indicar Liftera?

Principalmente quando encontro três coisas juntas:

a paciente começa a perceber perda de firmeza;

quer um tratamento sem cirurgia;

e deseja uma mudança progressiva, preservando a naturalidade.

Nessa situação, o Liftera pode ocupar um espaço muito interessante dentro do planejamento de rejuvenescimento.

Liftera na Clínica Rizzatti

Na Clínica Rizzatti, na Pedra Branca, em Palhoça, utilizamos o Liftera dentro de uma avaliação dermatológica completa.

Antes de iniciar, observo o formato do rosto, distribuição dos tecidos, região que incomoda, grau de flacidez e aquilo que a paciente deseja preservar.

A partir daí definimos as áreas e a estratégia de tratamento.

Porque o aparelho pode ser o mesmo.

Mas nenhum rosto é.

Dra. Karoline Rizzatti
MÉDICA – CRM/SC 17360 | Dermatologia – RQE 13318

Clínica Rizzatti | Dermatologia e Saúde
Rua Rubens de Arruda Ramos, 170 – Loja 03 B – Pedra Branca
Palhoça – SC | CEP 88137-072
Contato e agendamentos: (48) 99173-5899

Este conteúdo tem finalidade educativa e informativa e não substitui consulta ou avaliação médica individualizada. A indicação de medicamentos, tecnologias e procedimentos depende das características de cada paciente. Resultados podem variar e nenhum tratamento médico permite garantia de resultado.