Rejuvenescimento da área dos olhos não significa simplesmente tratar pés de galinha. Um olhar pode parecer cansado por rugas, perda de firmeza, queda discreta da sobrancelha ou alterações da textura da pele — e cada uma dessas mudanças pede um tratamento diferente.

Essa é a primeira coisa que gosto de explicar no consultório.

Às vezes, a paciente chega dizendo:

“Meus olhos parecem cansados.”

Mas o problema não está exatamente nos olhos.

Pode estar na sobrancelha.

Na movimentação muscular.

Na pele fina das pálpebras.

Ou na combinação de várias pequenas mudanças.

Antes de escolher o procedimento, precisamos descobrir o que está deixando o olhar mais pesado.

Por que a área dos olhos envelhece tão cedo?

A pele ao redor dos olhos é delicada e está em movimento praticamente o tempo inteiro.

Nós sorrimos.

Franzimos a testa.

Fechamos os olhos.

Nos expomos ao sol.

E, com o passar dos anos, colágeno, elasticidade, músculos, gordura e estruturas de sustentação também se modificam.

Por isso, uma região tão pequena pode apresentar problemas muito diferentes:

  • pés de galinha;
  • linhas finas;
  • flacidez;
  • sobrancelhas mais baixas;
  • pele com textura alterada;
  • bolsas;
  • olheiras;
  • perda de volume.

O tratamento começa separando essas coisas.

Toxina botulínica: quando o problema está no movimento

Para algumas pacientes, aquilo que mais envelhece o olhar são as linhas produzidas pela contração muscular.

É o caso clássico dos pés de galinha.

A toxina botulínica pode suavizar esses movimentos e reduzir a formação das rugas dinâmicas.

Mas meu objetivo não é deixar a região imóvel.

O sorriso precisa continuar existindo.

A expressão também.

Tratar uma ruga não deveria significar apagar o sorriso que a criou.

A dose, os pontos e a estratégia precisam ser individualizados de acordo com a anatomia e a movimentação de cada paciente.

Liftera: quando queremos trabalhar sustentação

Existe outro grupo de pacientes que não se incomoda tanto com rugas.

O que elas percebem é:

“Meu olhar parece mais pesado.”

“Minha sobrancelha parece ter descido.”

“Tenho a impressão de que há mais pele sobre os olhos.”

Nesses casos, uma das tecnologias que podemos avaliar é o Liftera, baseado em ultrassom focado.

A literatura sobre ultrassom microfocado mostra que ele pode melhorar flacidez facial leve a moderada e produzir uma elevação discreta da sobrancelha em pacientes selecionados. Na revisão sistemática que analisamos, estudos encontraram elevação média aproximadamente entre 0,47 e 1,7 mm após o tratamento. E uma das principais objetivos e evtar que ela continue caindo, a idade passa e a posição das sobrancelhas permanece.

Pode parecer pouco.

Mas na área dos olhos, milímetros podem mudar a percepção do olhar.

Às vezes, o que deixa um olhar mais cansado não é uma grande mudança. São alguns milímetros.

Laser de CO₂: quando o problema está na pele

Existe ainda uma terceira situação.

A sobrancelha está bem posicionada.

A movimentação muscular está adequada.

Mas a pele apresenta:

  • linhas muito finas;
  • textura irregular;
  • dano solar;
  • aspecto enrugado;
  • perda de qualidade cutânea.

Aqui estamos falando de outra camada do envelhecimento.

Na Clínica Rizzatti, podemos utilizar laser de CO₂ Dual Mode em pacientes selecionados para promover resurfacing e estimular renovação da pele.

Ele não tem a mesma função do Liftera.

E também não tem a mesma função da toxina botulínica.

Essa é justamente a lógica.

Toxina trata movimento.
Liftera trabalha sustentação.
Laser de CO₂ trabalha principalmente qualidade e textura da pele.

Precisamos escolher apenas um tratamento?

Nem sempre.

Em algumas pessoas, existe praticamente um único problema predominante.

Em outras, o envelhecimento periocular acontece em diferentes camadas.

Uma paciente pode ter:

movimentação muscular intensa + perda de sustentação + alteração da qualidade da pele.

Nesse caso, combinar estratégias em momentos diferentes pode produzir um resultado mais equilibrado.

Não porque queremos fazer mais procedimentos.

Mas porque uma única ferramenta não deveria ser obrigada a resolver três problemas diferentes.

Saiba mais clicando aqui

Liftera substitui toxina botulínica?

Não.

Os tratamentos têm objetivos diferentes.

A toxina atua sobre a atividade muscular.

O ultrassom microfocado trabalha tecidos em profundidades determinadas e estímulo de colágeno.

Na revisão sistemática anexada, o ultrassom foi estudado inclusive em regiões supraorbital, infraorbital, sobrancelhas e face superior.

Por isso, muitas vezes não existe competição entre tratamentos.

Existe complementaridade.

E o laser de CO₂?

O laser também ocupa outro lugar.

Quando o principal problema é a pele fina, enrugada e com alteração de textura, não adianta pensar apenas em sustentação.

Podemos precisar trabalhar a própria superfície cutânea.

É por isso que gosto de avaliar a região dos olhos por camadas.

Movimento. Sustentação. Pele.

Essas três palavras já explicam boa parte do planejamento.

E bolsas ou olheiras?

Aqui precisamos ter ainda mais cuidado.

Olheira não é uma única doença.

Pode ser causada por:

  • pigmentação;
  • vasos;
  • sombra;
  • sulco;
  • perda de volume;
  • anatomia;
  • edema.

Bolsas também podem estar relacionadas à protrusão de gordura e alterações estruturais.

Nessas situações, Liftera, toxina ou laser podem não ser a resposta principal.

Primeiro precisamos identificar a causa.

Quando cirurgia pode ser a melhor opção?

Existe um limite para tratamentos não cirúrgicos.

Quando há excesso importante de pele, bolsas pronunciadas ou alterações estruturais relevantes, uma avaliação cirúrgica pode oferecer uma solução mais adequada.

Isso não diminui o valor das tecnologias.

Pelo contrário.

Saber quando uma tecnologia não é suficiente também faz parte de uma boa indicação.

Rejuvenescimento da área dos olhos em Palhoça

Na Clínica Rizzatti, na Pedra Branca, em Palhoça-SC, avaliamos a região dos olhos considerando anatomia, movimentação, sustentação e qualidade da pele.

Dependendo da necessidade, o planejamento pode envolver:

  • toxina botulínica;
  • Liftera;
  • laser de CO₂ Dual Mode;
  • ou outras estratégias individualizadas.

O objetivo não é criar outro olhar.

É fazer com que o olhar pareça mais próximo de como aquela pessoa realmente se sente.

Mais descansado.
Mais leve.
Mas ainda seu.

Dra. Karoline Rizzatti
MÉDICA – CRM/SC 17360 | Dermatologia – RQE 13315

Clínica Rizzatti | Dermatologia e Saúde
Rua Rubens de Arruda Ramos, 170 – Loja 03 B – Pedra Branca
Palhoça – SC | CEP 88137-072
Contato e agendamentos: (48) 99173-5899

Este conteúdo tem finalidade educativa e informativa e não substitui consulta ou avaliação médica individualizada. A indicação de medicamentos, tecnologias e procedimentos depende das características de cada paciente. Resultados podem variar e nenhum tratamento médico permite garantia de resultado.