A toxina botulínica em Palhoça pode ser utilizada para suavizar linhas de expressão, modular a força de determinados músculos e preservar uma aparência descansada sem necessariamente retirar a naturalidade do rosto. Na Clínica Rizzatti, na Pedra Branca, o tratamento é realizado pela Dra. Karoline Rizzatti, médica dermatologista, com avaliação individual da musculatura facial, escolha de produto de procedência reconhecida e planejamento que pode incluir não apenas testa e região dos olhos, mas diferentes áreas da face e do pescoço.
Para mim, toxina botulínica não deveria significar um rosto parado.
O objetivo é outro:
reduzir aquilo que precisa ser reduzido e preservar o movimento que faz o rosto continuar sendo seu.
O que é toxina botulínica?
A toxina botulínica tipo A é um neuromodulador.
Ela atua na comunicação entre o nervo e o músculo, reduzindo temporariamente a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular. Com isso, o músculo tratado contrai com menor intensidade por determinado período.[1,2]
Na prática estética, isso permite reduzir a força responsável por muitas das chamadas rugas dinâmicas — aquelas que aparecem ou ficam mais evidentes quando franzimos a testa, aproximamos as sobrancelhas ou sorrimos.[1]
O efeito é temporário.
A atividade muscular retorna progressivamente conforme ocorre recuperação da transmissão neuromuscular.[1]
Botox e Dysport: quais marcas utilizamos?
Na Clínica Rizzatti, utilizamos principalmente Botox® e Dysport®.
Botox é uma marca de toxina botulínica tipo A da Allergan Aesthetics, enquanto Dysport contém abobotulinumtoxinA.[3,4]
São dois produtos consolidados, mas não são idênticos e suas unidades não devem ser consideradas intercambiáveis. Existem diferenças de formulação, potência por unidade, campo de efeito e características práticas de utilização, embora o mecanismo básico de ação seja semelhante.[2,4]
Por isso, eu não considero correto dizer que uma marca é simplesmente “melhor” que a outra.
A escolha pode variar conforme:
- região a ser tratada;
- força muscular;
- anatomia;
- experiência anterior da paciente;
- objetivo estético;
- estratégia de distribuição do produto.
Em algumas pacientes prefiro Botox.
Em outras, Dysport pode se encaixar melhor no planejamento.
O produto importa. Mas saber como, onde e quanto aplicar importa ainda mais.
Botox e Dysport dão resultados semelhantes?
Em termos de objetivo estético, ambos podem produzir redução temporária da atividade muscular e melhora de linhas relacionadas ao movimento.
A literatura destaca que, apesar de diferenças entre produtos, o resultado depende fortemente da anatomia individual, do ponto escolhido, da profundidade, da dose e da técnica de aplicação.[2]
Um artigo anatômico publicado em 2022 resume isso de forma muito clara: o resultado é influenciado mais pela anatomia muscular, pela técnica e pela dose do que simplesmente pelo nome comercial escolhido.[2]
Essa é exatamente a forma como gosto de trabalhar.
Não escolhemos um protocolo.
Escolhemos um plano para aquele rosto.
Por que conhecer anatomia facial é tão importante?
Porque a toxina não atua na ruga.
Ela atua no músculo que está produzindo o movimento.
E os músculos da face não trabalham isoladamente.
Eles se conectam, se sobrepõem e podem exercer funções opostas.
O músculo frontal, por exemplo, é o principal elevador das sobrancelhas. Tratar essa região de forma excessiva ou no local inadequado pode baixar a sobrancelha e produzir uma aparência mais pesada.[2]
Na glabela, músculos como corrugadores e prócero estão muito próximos das estruturas ao redor dos olhos. Aplicações imprecisas podem favorecer difusão para músculos não desejados e causar ptose palpebral ou alterações da posição das sobrancelhas.[2]
Na região inferior da face, milímetros podem separar o músculo que desejamos tratar de outro responsável pelo sorriso ou pelo movimento dos lábios.[2]
Por isso, aplicar toxina não é simplesmente memorizar alguns pontos.
Exige anatomia, medicina e capacidade de reconhecer o que fazer quando algo não evolui como esperado.
Por que realizar toxina botulínica com médico dermatologista?
A aplicação envolve diagnóstico muscular, conhecimento anatômico e decisão médica.
Antes de injetar, avaliamos:
- como a pessoa movimenta a testa;
- posição das sobrancelhas;
- força da glabela;
- simetria;
- movimento ao sorrir;
- relação entre músculos elevadores e depressores;
- compensações;
- características da região perioral;
- musculatura do pescoço;
- tratamentos anteriores.
A literatura anatômica recomenda justamente examinar o paciente realizando diferentes expressões para identificar padrão de contração, orientação das fibras e regiões mais apropriadas para tratamento.[2]
Também é importante conhecer e saber manejar possíveis complicações.
Na Clínica Rizzatti, a aplicação é realizada pela Dra. Karoline Rizzatti, médica dermatologista, em ambiente clínico submetido às exigências sanitárias e com utilização de produtos de procedência conhecida.
Para mim, segurança não começa na agulha.
Começa na indicação.
Quais áreas da face podem receber toxina botulínica?
As áreas mais conhecidas são:
- testa;
- glabela, entre as sobrancelhas;
- pés de galinha.
Mas o planejamento pode ir além.
Dependendo da anatomia e da indicação, podemos avaliar áreas como:
- sobrancelhas;
- região nasal;
- região ao redor da boca;
- canto da boca;
- queixo;
- masseter;
- contorno mandibular;
- bandas do platisma;
- pescoço.
Isso é o que muitas vezes chamamos de abordagem full face.
Full face não significa necessariamente aplicar mais toxina.
Significa analisar o rosto como um sistema muscular integrado.
Toxina botulínica na testa
As linhas horizontais da testa estão relacionadas principalmente à contração do músculo frontal.[1,2]
Mas existe um detalhe importante:
o frontal também eleva as sobrancelhas.
Isso explica por que tratar demais essa região pode produzir:
- sobrancelhas pesadas;
- queda da cauda;
- aspecto cansado;
- dificuldade de elevar a fronte.
A literatura destaca que a posição, profundidade e distribuição dos pontos precisam respeitar a anatomia individual para reduzir o risco de ptose e resultados artificiais.[2]
É uma das razões pelas quais não gosto de “zerar” a testa.
Quero suavizar linhas preservando alguma expressão.

Toxina entre as sobrancelhas
A glabela costuma ser uma das regiões mais tratadas.
As linhas verticais de expressão estão relacionadas principalmente ao corrugador, ao prócero e a fibras do orbicular dos olhos.[1,2]
É uma área pequena, mas anatomicamente delicada.
Difusão indesejada pode atingir o músculo elevador da pálpebra e provocar ptose temporária.[1,2]
Por isso, a aplicação exige precisão.
Saiba mais sobre rejuvenescimento na área dos olhos.
Toxina nos pés de galinha
As linhas laterais ao redor dos olhos aparecem principalmente pela ação do músculo orbicular dos olhos.
O padrão não é igual em todo mundo.
Algumas pessoas apresentam linhas acima do canto lateral, outras abaixo, outras em leque.
A literatura recomenda individualizar os pontos observando o paciente sorrindo e apertando os olhos, justamente porque a distribuição muscular varia.[1]
O objetivo novamente não precisa ser retirar completamente o sorriso.
O sorriso deve continuar existindo.
Podemos apenas reduzir o excesso de contração ao redor dele.
É possível fazer toxina ao redor da boca?
Sim, mas essa região exige doses pequenas e conhecimento anatômico.
O orbicular dos lábios participa de funções essenciais como:
- fala;
- sucção;
- fechamento dos lábios;
- alimentação;
- expressão.
A toxina pode ser utilizada em situações selecionadas para linhas periorais ou determinadas alterações de movimento, mas aplicações excessivas podem interferir na fala, na sucção e na função dos lábios.[1]
Esse é um ótimo exemplo de por que eu não considero toxina um procedimento banal.
Quanto menor e mais funcional é a musculatura, maior precisa ser a precisão.
Toxina no queixo
O músculo mentual pode produzir aquele aspecto irregular ou de “casca de laranja” do queixo quando contrai.
Em pacientes selecionados, a toxina pode reduzir essa hiperatividade e produzir uma superfície mais tranquila.[1,2]
Mas, novamente, músculos responsáveis pelo movimento do lábio inferior estão próximos.
Uma aplicação inadequada pode gerar assimetria.
E no contorno da mandíbula?
Em determinadas pacientes, a musculatura depressora da face e o platisma participam da perda de definição da linha mandibular.
O platisma exerce tração inferior sobre os tecidos da face e do pescoço.
A literatura anatômica descreve que sua modulação pode reduzir essa força e melhorar discretamente o contorno em pacientes selecionados.[2]
Isso não substitui tratamentos de flacidez quando o problema principal é pele ou perda de sustentação.
Mas pode complementar o planejamento.
Toxina botulínica no pescoço
Bandas do platisma podem ficar mais evidentes com o passar dos anos.
O tratamento com toxina botulínica pode reduzir sua contração em pacientes selecionados.[1,2]
Essa é uma região em que o conhecimento anatômico é ainda mais importante.
Aplicações muito profundas ou doses inadequadas podem atingir musculatura envolvida em funções do pescoço, fala ou deglutição.[1]
Por isso, tratamento cervical não deveria ser visto como uma simples extensão dos pontos da testa.
O que significa fazer Botox full face?
Para mim, full face significa deixar de olhar apenas três áreas isoladas.
Em vez de tratar somente:
- testa;
- glabela;
- pés de galinha;
avaliamos o equilíbrio muscular da face como um todo.
Podemos analisar:
- posição das sobrancelhas;
- sorriso;
- lábios;
- queixo;
- musculatura depressora;
- mandíbula;
- pescoço.
Isso não significa tratar todas essas áreas em todas as pessoas.
Significa saber que elas existem e decidir quais realmente precisam ser moduladas.
Gosto de um resultado natural
Essa talvez seja a parte mais importante da minha filosofia com toxina botulínica.
Não gosto de um rosto completamente imóvel.
Movimento faz parte de:
- personalidade;
- comunicação;
- sorriso;
- expressão.
Meu objetivo é geralmente reduzir a força responsável pelas linhas excessivas, mas manter movimento suficiente para que o resultado continue parecendo natural.
Existe uma diferença importante entre:
“não ter nenhuma ruga quando se movimenta”
e
“ter uma expressão mais leve sem parecer paralisada”.
Prefiro a segunda.
A toxina botulínica pode prevenir rugas?
Ela pode reduzir repetidamente a contração muscular responsável por linhas dinâmicas.
Linhas faciais relacionadas ao movimento são produzidas justamente pela ação repetitiva dos músculos sobre a pele.[1]
Por isso, reduzir essa contração durante parte do ano pode limitar o tempo de hiperatividade muscular e ajudar a reduzir a progressão de determinadas linhas dinâmicas.
Mas é importante não transformar isso em uma promessa de que a toxina “impede o envelhecimento”.
Ela não trata:
- perda de colágeno;
- manchas;
- dano solar;
- flacidez;
- perda óssea;
- perda de volume.
Ela trata principalmente movimento muscular.
Quantas vezes por ano fazer toxina botulínica?
O efeito é temporário.
A literatura descreve retorno progressivo da atividade muscular geralmente ao longo de aproximadamente 3 a 6 meses, dependendo de produto, dose, região e resposta individual.[1,2]
Na minha prática, para pacientes que desejam manter uma estratégia contínua de redução das linhas dinâmicas, costumo considerar pelo menos duas avaliações e, quando indicado, duas aplicações ao ano.
Para algumas pessoas serão duas.
Para outras, três.
E há quem prefira intervalos maiores.
Não considero adequado transformar isso em uma obrigação fixa.
O objetivo é manter o benefício sem perder naturalidade.
Botox duas vezes por ano ajuda na manutenção?
Para muitas pacientes, sim.
Se o efeito tende a desaparecer ao longo dos meses, fazer uma aplicação e esperar vários anos significa que a musculatura passará a maior parte do tempo novamente com sua força habitual.
Quando a proposta é manutenção, prefiro uma estratégia regular.
Não porque seja necessário manter o rosto congelado.
Exatamente o contrário:
uma manutenção bem planejada pode permitir utilizar doses equilibradas em vez de tentar corrigir de forma exagerada depois.
Quando começa o efeito?
O efeito não aparece imediatamente.
Em geral, mudanças começam a ser percebidas nos primeiros dias e costumam estar mais estabelecidas aproximadamente entre 10 e 14 dias após o tratamento.[2]
Por isso, gosto de avaliar o resultado somente depois desse período.
É nesse momento que podemos observar:
- simetria;
- força residual;
- posição das sobrancelhas;
- naturalidade do movimento;
- necessidade ou não de pequenos ajustes.
Quanto tempo dura?
Frequentemente alguns meses.
A literatura descreve duração geralmente na faixa de três a seis meses, mas isso pode variar.[1,2]
Entre os fatores que influenciam estão:
- músculo tratado;
- força muscular;
- dose;
- produto;
- metabolismo;
- frequência de tratamentos anteriores.
Não gosto de prometer uma duração exata.
Botox ou Dysport: qual eu prefiro?
Utilizo os dois.
Botox e Dysport têm resultados clínicos semelhantes quando corretamente utilizados para o objetivo proposto, mas possuem particularidades de formulação e unidades diferentes.[2-4]
Escolho um ou outro conforme:
- região;
- anatomia;
- resultado desejado;
- histórico do paciente;
- comportamento que desejo do produto naquela área.
Não considero a marca isoladamente o principal determinante do resultado.
Uma ótima toxina mal indicada continua sendo uma má indicação.
É seguro fazer toxina botulínica?
Quando corretamente indicada e aplicada, possui um longo histórico de utilização estética.
Mas risco zero não existe.
Entre possíveis efeitos estão:
- hematomas;
- edema;
- dor local;
- assimetria;
- sobrancelha excessivamente elevada;
- queda da sobrancelha;
- ptose da pálpebra;
- alteração temporária do sorriso;
- alterações de movimento da boca.
Em áreas cervicais, complicações menos comuns podem incluir alteração de voz ou dificuldade de deglutição, especialmente quando estruturas não desejadas são afetadas.[1]
Os próprios fabricantes também mantêm informações formais de segurança e farmacovigilância para seus produtos.[3,4]
É por isso que considero importante saber não apenas aplicar.
É preciso saber avaliar, prevenir, reconhecer e tratar complicações.
Produtos de procedência importam
Na Clínica Rizzatti trabalhamos com Botox® e Dysport®, adquiridos dentro dos canais adequados de fornecimento.
A Allergan Aesthetics disponibiliza informações oficiais, bula profissional e canal de farmacovigilância para Botox no Brasil.[3]
Da mesma forma, o fabricante do Dysport mantém informações oficiais sobre segurança, identificação do produto e aquisição por distribuidores autorizados.[4]
Para o paciente, isso significa evitar uma visão em que toda “toxina botulínica” seria necessariamente igual.
Produto, armazenamento, procedência e manipulação também fazem parte da segurança.
Toxina botulínica em Palhoça com atendimento médico
Na Clínica Rizzatti, na Pedra Branca, em Palhoça, a toxina é aplicada pela Dra. Karoline Rizzatti, médica dermatologista, após avaliação da anatomia e dinâmica facial.
Também recebemos pacientes de:
- São José;
- Santo Amaro da Imperatriz;
- Biguaçu;
- Florianópolis;
- outros municípios da Grande Florianópolis.
O atendimento acontece na Pedra Branca.
A proposta é oferecer uma alternativa para quem procura dermatologia estética na região continental, com estrutura clínica, atendimento individualizado e sem a necessidade de se deslocar até o Centro de Florianópolis.
Estacionamento para pacientes na Pedra Branca
Para quem vem de carro, a Clínica Rizzatti possui convênio de estacionamento para pacientes em unidades próximas da Safe Park na Pedra Branca, com o custo do estacionamento coberto pela clínica durante o período do atendimento.
Isso é particularmente conveniente para pacientes que vêm de São José, Santo Amaro da Imperatriz, Biguaçu ou outras cidades próximas.
A consulta não começa quando a agulha encosta na pele.
Começa na experiência inteira.
Por que fazer toxina botulínica na Clínica Rizzatti?
Porque para mim o procedimento não é uma sequência padronizada de pontos.
Avalio:
- anatomia;
- movimento;
- simetria;
- posição das sobrancelhas;
- força muscular;
- idade;
- tratamentos anteriores;
- objetivo;
- quanto movimento a paciente deseja manter.
Depois escolhemos:
- onde aplicar;
- quanto aplicar;
- qual produto utilizar.
E também onde não aplicar.
Esse último ponto é muito importante.
Naturalidade frequentemente depende tanto do que decidimos tratar quanto do que escolhemos preservar.
Referências
1. Cather JC, Cather JC, Menter A. Update on botulinum toxin for facial aesthetics. Dermatol Clin. 2002;20(4):749-761. O artigo descreve mecanismo de ação, regiões faciais tratadas, duração, técnica e possíveis complicações em áreas como testa, glabela, região periocular, perioral e pescoço. cather2002
2. Swift A, Green JB, Hernandez CA, Aguilera SB, Fagien S, Gold MH, et al. Tips and tricks for facial toxin injections with illustrated anatomy. Plast Reconstr Surg. 2022;149(2):303e-311e. doi:10.1097/PRS.0000000000008708. O trabalho enfatiza anatomia tridimensional, avaliação dinâmica da musculatura, individualização da técnica e prevenção de efeitos adversos. Tips-and-Tricks-for-Facial-Toxi…
3. Allergan Aesthetics Brazil. BOTOX® (toxina botulínica A). Informações oficiais do produto, bula e farmacovigilância. Acesso em 7 out 2026. Allergan Aesthetics
4. Ipsen Biopharmaceuticals. Dysport® (abobotulinumtoxinA). Official product and safety information. Acesso em 7 out 2026. As unidades de potência são específicas do produto e não são intercambiáveis entre diferentes preparações de toxina botulínica. Dysport®
Dra. Karoline Rizzatti
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