A rosácea no rosto é uma das causas mais comuns de vermelhidão persistente ou recorrente na região central da face. Algumas pessoas percebem apenas que o rosto fica vermelho e quente com facilidade. Outras apresentam pequenos vasos aparentes, ardor, sensibilidade, pápulas e pústulas que podem até ser confundidas com acne.
Mas existe um ponto importante: rosácea não é uma doença única com um único tratamento.
Hoje, a abordagem mais moderna é identificar quais manifestações predominam em cada paciente — vermelhidão, flushing, vasinhos, inflamação, pústulas, alterações oculares ou espessamento da pele — e tratar cada uma delas de maneira direcionada.[1,2]
Na minha prática, esse raciocínio muda completamente o tratamento.
Uma paciente cujo principal problema é o rosto constantemente vermelho e cheio de pequenos vasos não deveria receber exatamente o mesmo tratamento de alguém com rosácea papulopustulosa inflamada.
O diagnóstico vem primeiro.
A tecnologia vem depois.
O que é rosácea?
Rosácea é uma doença inflamatória crônica da pele que afeta predominantemente a região central do rosto.
Pode se manifestar com vermelhidão persistente, episódios de flushing, pequenos vasos dilatados, pápulas, pústulas, sensação de calor, ardência e sensibilidade.[1]
A doença costuma ter comportamento de melhora e piora ao longo do tempo. Ou seja, existem períodos de maior controle e momentos de exacerbação.
Isso explica por que muitos pacientes dizem:
“Tem épocas em que minha pele está ótima e, de repente, meu rosto fica vermelho novamente.”
A rosácea não significa simplesmente ter pele sensível.
Existe uma combinação de alterações inflamatórias, vasculares e neurovasculares por trás desse comportamento.[2]
Por que meu rosto fica vermelho e quente?
Esse é um dos sintomas mais característicos da rosácea.
Os vasos sanguíneos da pele apresentam maior reatividade e podem dilatar de forma exagerada diante de determinados estímulos.
Ao mesmo tempo, alterações nos mecanismos neurovasculares ajudam a explicar sintomas como:
- sensação de calor;
- flushing;
- ardor;
- vermelhidão súbita;
- sensibilidade.
Estudos atuais relacionam a doença a alterações da imunidade inata, canais neurovasculares, catelicidinas, mediadores inflamatórios, estresse oxidativo e hiperreatividade vascular.[2]
Por isso, aquela sensação de “meu rosto pega fogo” não é apenas impressão do paciente.
Existe uma base biológica para esse fenômeno.
Rosto vermelho sempre significa rosácea?
Não.
Esse é um dos motivos pelos quais considero importante fazer uma avaliação dermatológica antes de simplesmente realizar um laser vascular.
Outras condições também podem causar vermelhidão facial, como dermatite seborreica, dermatite de contato, irritação provocada por cosméticos, fotodano, algumas doenças inflamatórias, medicamentos e alterações vasculares isoladas.
Até mesmo a distribuição da vermelhidão ajuda no diagnóstico.
Na rosácea, é muito comum haver envolvimento de:
nariz, bochechas, queixo e região central da testa.
A presença associada de flushing, vasinhos aparentes, ardência ou pústulas aumenta a suspeita.
O que causa rosácea no rosto?
Não existe uma causa única.
A evidência atual aponta para uma doença multifatorial, na qual participam predisposição genética, resposta imunológica alterada, hiperreatividade vascular, mecanismos neurogênicos, microbioma e fatores ambientais.[2]
Algumas pessoas já possuem uma pele biologicamente mais predisposta à rosácea.
A partir disso, diferentes gatilhos podem intensificar a doença.
Entre os mais frequentemente relatados estão exposição solar, calor, mudanças bruscas de temperatura, estresse, álcool, alguns alimentos e determinados produtos aplicados na pele.[1,2]
Mas os gatilhos não são iguais para todos.
Descobrir os próprios gatilhos costuma fazer parte do tratamento.
Rosácea tem relação com genética?
Existe componente genético.
A rosácea aparece com maior frequência em algumas famílias, e estudos moleculares identificam associações genéticas e imunológicas relacionadas à doença.[2]
Isso ajuda a explicar algo que costumo dizer aos pacientes:
não é simplesmente porque você usou um creme errado que passou a ter rosácea.
Produtos inadequados podem irritar ou desencadear crises, mas existe frequentemente uma predisposição da própria pele.
Quais são os tipos de rosácea?
Durante muitos anos, a rosácea foi dividida em subtipos clássicos, como eritematotelangiectásica e papulopustulosa.
Essa nomenclatura continua útil para explicar a doença ao paciente, mas os consensos modernos recomendam cada vez mais uma abordagem por fenótipos.[1,3]
Isso acontece porque o mesmo paciente pode apresentar simultaneamente vermelhidão persistente, vasinhos, pústulas e ardência.
Em vez de obrigatoriamente encaixá-lo em uma caixa, tratamos aquilo que ele apresenta.
Ainda assim, dois padrões aparecem com muita frequência na clínica e merecem ser entendidos.
Rosácea eritematotelangiectásica: quando o principal problema é o rosto vermelho
Esse é o paciente que normalmente chega dizendo:
“Meu rosto está sempre vermelho.”
Pode haver episódios frequentes de flushing e pequenos vasos aparentes, principalmente no nariz e nas bochechas.
É aqui que tratamentos com luz intensa pulsada e lasers vasculares se tornam especialmente relevantes.
Medicamentos tópicos podem ajudar em alguns componentes do eritema e do flushing, mas os vasos já dilatados e as telangiectasias frequentemente respondem melhor quando tratamos diretamente o componente vascular.[1,4]
É uma diferença importante.
O creme pode modular a doença. A luz e o laser conseguem atingir diretamente determinadas estruturas vasculares.
Rosácea papulopustulosa: quando aparecem “espinhas” no rosto
Outro padrão frequente é aquele em que, além da vermelhidão, surgem:
pápulas, pústulas e inflamação.
É muito comum o paciente acreditar que desenvolveu acne na vida adulta.
Mas rosácea e acne não são a mesma coisa.
Na rosácea papulopustulosa, o primeiro objetivo geralmente é controlar a atividade inflamatória.
Casos mais leves podem responder a medicamentos tópicos como ácido azelaico, metronidazol ou ivermectina, conforme a indicação.
Quando a inflamação é mais importante ou não responde adequadamente ao tratamento tópico, a doxiciclina oral é uma das opções sistêmicas mais estudadas.[1]
Em casos selecionados e refratários, isotretinoína em doses adaptadas pode ser considerada sob acompanhamento médico.[1]
Só depois de controlar adequadamente a inflamação é que muitas vezes faz sentido concentrar atenção no componente vascular residual com laser ou luz pulsada.
Então rosácea papulopustulosa não deve começar pelo laser?
Nem sempre.
Se existem muitas pústulas e inflamação ativa, minha prioridade costuma ser controlar primeiro a doença inflamatória.
Laser e IPL podem ter um papel, principalmente quando coexistem vermelhidão persistente e telangiectasias, mas não substituem automaticamente o tratamento anti-inflamatório.
É um bom exemplo de por que não existe “o melhor laser para rosácea” sem antes saber qual rosácea estamos tratando.
Qual é o melhor tratamento para rosácea?
O melhor tratamento é aquele direcionado ao fenótipo predominante.
Um paciente pode precisar principalmente de skincare e proteção solar.
Outro pode precisar de medicamento tópico.
Outro pode precisar de doxiciclina por um período.
Outro tem a inflamação controlada, mas permanece com um rosto intensamente avermelhado e muitos vasos aparentes.
Neste último cenário, tratamentos vasculares ganham grande importância.
As diretrizes internacionais recomendam justamente terapias combinadas quando o paciente apresenta mais de uma manifestação da doença.[3]
Laser funciona para rosácea?
Sim, especialmente para o componente vascular.
A literatura demonstra benefício de lasers e dispositivos de luz para tratar:
eritema persistente, flushing e telangiectasias.[1,4]
Uma revisão sistemática e meta-análise em rede publicada recentemente avaliou 25 estudos randomizados envolvendo dispositivos de energia para rosácea e confirmou que essas tecnologias fazem parte das opções estabelecidas para manifestações vasculares, embora existam diferenças entre equipamentos e limitações na qualidade comparativa dos estudos.[4]
O princípio utilizado é chamado de fototermólise seletiva.
A energia é absorvida principalmente pela hemoglobina e oxi-hemoglobina dos vasos sanguíneos.
Essa energia é convertida em calor, permitindo atingir o vaso preservando o máximo possível das estruturas vizinhas.[4]
Saiba mais sobre nossas tecnologias para tratamento da pele.
Luz intensa pulsada é laser?
Tecnicamente, não.
A Luz Intensa Pulsada, ou IPL, emite uma faixa de diferentes comprimentos de onda.
O laser, por sua vez, trabalha com comprimento de onda definido.
Essa diferença permite que a IPL seja bastante versátil.
Filtros específicos selecionam quais faixas de luz queremos utilizar para determinado alvo.
Na rosácea, o objetivo principal é atingir hemoglobina e estruturas vasculares.
Qual luz pulsada utilizamos na Clínica Rizzatti?
Na Clínica Rizzatti utilizamos a IPL-Sq® da VYDENCE Medical, integrada à plataforma Etherea MX.
O sistema possui múltiplos filtros de corte, permitindo adaptar a faixa utilizada conforme a pele, a profundidade e o alvo vascular.
Segundo informações técnicas da VYDENCE, o IPL-Sq trabalha com filtros na faixa aproximada de 400 a 695 nm e permite modular tempo de pulso e outros parâmetros.[5] Vydence Laser
Isso é importante porque “fazer luz pulsada” não significa simplesmente apertar um botão.
Precisamos escolher:
filtro, energia, duração do pulso, resfriamento e estratégia de aplicação.
Tudo isso muda conforme o paciente.
Por que a IPL funciona bem no rosto vermelho?
Porque o eritema da rosácea frequentemente envolve inúmeros vasos muito pequenos e distribuídos de maneira difusa.
A IPL consegue tratar uma área relativamente ampla da pele e direcionar energia para esse componente vascular.
Há décadas, IPL e lasers vasculares são utilizados para redução de eritema e telangiectasias em rosácea.[1]
A revisão clínica de 2024 destaca que IPL e PDL apresentam resultados particularmente úteis para eritema e telangiectasias — manifestações que podem ser mais resistentes aos tratamentos medicamentosos tradicionais.[1]
Quantas sessões de luz pulsada são necessárias para rosácea?
Não existe um número universal.
Na minha prática, é frequente planejar três ou mais sessões, avaliando a resposta progressivamente.
Esse é o protocolo clínico que utilizo em muitos pacientes, mas não deve ser interpretado como uma regra científica fixa.
Alguns pacientes precisarão de menos.
Outros, de mais.
Isso depende de:
- intensidade do eritema;
- quantidade de vasos;
- profundidade;
- fototipo;
- resposta individual;
- presença ou não de inflamação associada.
Um aspecto importante é que rosácea não costuma ser tratada como um evento único.
É uma condição que acompanhamos ao longo dos anos.
O que é Nd:YAG para rosácea?
Além da IPL, temos outra ferramenta importante na Clínica Rizzatti: o laser Nd:YAG 1.064 nm LongPulse®, também da plataforma Etherea MX.
O comprimento de onda de 1.064 nm apresenta maior penetração em comparação com comprimentos de onda mais curtos, o que o torna especialmente interessante para vasos mais profundos ou mais calibrosos.
A literatura também descreve o Nd:YAG de pulso longo como uma opção para manifestações vasculares da rosácea.[1]
A própria VYDENCE posiciona o LongPulse como um handpiece de Nd:YAG 1.064 nm, com modos de pulso longo e curto, indicado para lesões vasculares e compatível com o Etherea MX. Vydence Laser
IPL ou Nd:YAG: qual é melhor para rosácea?
Eu não considero um melhor que o outro.
Eles resolvem problemas diferentes.
Quando encontro um vermelho difuso, formado por muitos vasos superficiais pequenos, a IPL costuma ser uma ferramenta muito interessante.
Quando existem vasos maiores ou mais profundos, posso acrescentar Nd:YAG.
Por isso, gosto da possibilidade de ter as duas tecnologias disponíveis.
Em determinados pacientes, usamos predominantemente IPL.
Em outros, combinamos IPL com Nd:YAG.
O tratamento é construído de acordo com o padrão vascular encontrado na pele.
E por que não usar apenas o laser mais potente?
Porque potência não é o objetivo.
Precisão é.
Um vaso pequeno e superficial não deve necessariamente receber a mesma estratégia de um vaso mais profundo.
O mesmo raciocínio vale para fototipo, intensidade do eritema e sensibilidade da pele.
A tecnologia importa. A indicação e os parâmetros importam mais.
O tratamento com IPL dói?
Geralmente existe sensação de calor ou pequenos estalos durante a aplicação.
O IPL-Sq possui contato de safira e sistema de resfriamento para aumentar conforto e proteção epidérmica, segundo a fabricante.
A tolerabilidade, porém, varia entre pacientes.
Eu evitaria afirmar que o procedimento é completamente indolor.
Precisa parar de trabalhar depois da luz pulsada?
Na maioria dos protocolos vasculares não existe o mesmo período de recuperação observado depois de lasers ablativos, como CO₂.
Pode ocorrer:
vermelhidão temporária, edema discreto, sensação de calor e, dependendo do alvo tratado, escurecimento transitório de algumas áreas.
A intensidade varia conforme o protocolo.
Por isso, prefiro dizer que geralmente existe pouco downtime, mas não “zero reação” em todos os pacientes.
Rosácea tem cura?
Não considero correto falar em cura definitiva.
Rosácea é uma condição crônica.
Podemos conseguir excelente controle da inflamação, reduzir muito a vermelhidão e tratar vasos visíveis.
Mas a predisposição permanece.
Um estudo com IPL citado em revisão recente demonstrou melhora das telangiectasias e redução da recorrência durante acompanhamento de dois anos, mostrando que tratar o componente vascular pode ter benefício prolongado.[4]
Isso não significa que o paciente nunca mais terá vasos ou vermelhidão.
A rosácea volta depois do laser?
Pode voltar.
A predisposição vascular e inflamatória continua existindo.
Por isso, explico aos pacientes que fazemos inicialmente um ciclo de tratamento e depois acompanhamos.
Na minha prática, muitos pacientes permanecem bem por anos e eventualmente precisam de novo ciclo ou sessões de manutenção.
Um intervalo de alguns anos, como três a cinco anos, pode ocorrer na prática, mas não deve ser apresentado como regra fixa para todos.
A necessidade de manutenção depende de quanto a doença retorna.
Dá para evitar que volte?
Não conseguimos eliminar a predisposição, mas podemos reduzir crises.
Alguns dos pilares mais importantes são:
fotoproteção diária, skincare gentil, identificação de gatilhos e controle adequado da inflamação.
A pele com rosácea costuma apresentar barreira mais sensível e maior tendência a irritação.
Isso significa que “quanto mais produtos, melhor” costuma ser uma estratégia ruim.
Quem tem rosácea precisa usar skincare diferente?
Frequentemente, sim.
Produtos muito irritantes podem aumentar:
- ardor;
- flushing;
- descamação;
- vermelhidão.
Em geral, gosto de rotinas mais simples.
Limpeza gentil.
Hidratação adequada.
Fotoproteção.
E ativos introduzidos conforme tolerância e necessidade.
A American Academy of Dermatology também coloca cuidado suave da pele e fotoproteção como partes essenciais do tratamento da rosácea. Academia Americana de Dermatologia
Quem tem rosácea pode usar retinol?
Pode haver pacientes com rosácea que toleram retinoides.
Mas não considero adequado indicar retinol automaticamente para toda pele com rosácea.
Se a doença está ativa, com muita vermelhidão, ardor ou alteração de barreira, um retinoide pode aumentar irritação.
A American Academy of Dermatology orienta cautela especialmente em pessoas com muita vermelhidão ou inflamação e recomenda avaliação dermatológica antes da introdução.[6] Academia Americana de Dermatologia
Depois que a pele está controlada, podemos avaliar concentração, frequência e formulação.
Quem tem rosácea pode usar Vitacid?
Vitacid contém tretinoína, que é um retinoide mais potente e potencialmente irritante.
Isso não significa que seja proibido para qualquer pessoa com rosácea.
Mas não é um produto que eu recomendaria iniciar sem orientação em uma pele avermelhada, ardendo ou em crise.
Em alguns pacientes bem controlados, pode ser possível utilizar tretinoína em baixa frequência e com estratégia adequada.
Em outros, simplesmente não vale a pena.
Uma pele sensível não precisa provar que consegue tolerar um produto.
Rosácea e protetor solar
Fotoproteção é parte fundamental do tratamento.
Radiação ultravioleta e calor estão entre os gatilhos mais reconhecidos da doença.[1,2]
Muitas pessoas com rosácea também apresentam sensibilidade ao próprio protetor.
Nesses casos, precisamos testar formulações mais adequadas à pele sensível.
Filtros minerais contendo óxido de zinco e dióxido de titânio podem ser melhor tolerados por algumas pessoas, embora isso varie individualmente. Academia Americana de Dermatologia
E álcool, comida apimentada e café?
Podem desencadear flushing em algumas pessoas.
Mas eu não gosto de entregar uma lista enorme de proibições para todos os pacientes.
O melhor é identificar quais fatores realmente provocam crises naquela pessoa.
Se vinho desencadeia flushing toda vez, é relevante.
Se não altera absolutamente nada, talvez não seja necessário criar uma restrição sem sentido.
Rosácea já pode afetar bastante a qualidade de vida.
O tratamento deve melhorar a vida, não transformá-la em uma sequência de proibições.
Rosácea pode aparecer nos olhos?
Sim.
Rosácea ocular pode causar:
- ardor;
- irritação;
- olho seco;
- vermelhidão ocular;
- inflamação das pálpebras.
Em alguns casos, manifestações oculares podem até preceder sinais cutâneos.
Sintomas persistentes nos olhos merecem avaliação específica e, dependendo do quadro, participação do oftalmologista.
O consenso ROSCO considera manifestações oculares parte importante da avaliação global da rosácea.[3]
Rosácea é só uma questão estética?
Não.
Embora a vermelhidão tenha impacto visual evidente, rosácea é uma doença dermatológica.
Além de ardor, desconforto e inflamação, ela pode causar repercussão emocional importante.
Vergonha de ficar vermelho, evitar fotografias, maquiagem constante ou insegurança em situações sociais são relatos frequentes.
Por isso, tratar rosácea não significa simplesmente “tirar o vermelho”.
Significa melhorar doença e qualidade de vida.
Como trato rosácea na Clínica Rizzatti?
Primeiro identifico o que predomina.
Se existe inflamação e pústulas, controlo esse componente.
Se predominam eritema e telangiectasias, penso nas tecnologias vasculares.
Na Clínica Rizzatti utilizamos a plataforma Etherea MX da VYDENCE Medical, com duas ferramentas particularmente úteis nessa situação:
IPL-Sq®, para tratamento de componente vascular superficial e difuso;
LongPulse® Nd:YAG 1.064 nm, especialmente para vasos selecionados, mais calibrosos ou profundos.
Em algumas pessoas utilizamos apenas uma tecnologia.
Em outras, associamos as duas.
Não considero correto vender “três sessões de luz pulsada” antes de avaliar a pele.
O protocolo precisa vir depois do diagnóstico.
Tratamento de rosácea em Palhoça
A Clínica Rizzatti está localizada na Pedra Branca, em Palhoça.
O diagnóstico e o planejamento são realizados pela Dra. Karoline Rizzatti, médica dermatologista.
Além de pacientes de Palhoça, recebemos pessoas de São José, Santo Amaro da Imperatriz, Biguaçu, Florianópolis e outras cidades da Grande Florianópolis.
Para quem procura tratamento para rosto vermelho, rosácea ou pequenos vasos faciais, ter consulta dermatológica e tecnologias vasculares no mesmo local permite construir um tratamento mais completo.
Estacionamento na Pedra Branca
Os pacientes da Clínica Rizzatti contam com estacionamento conveniado em unidades Safe Park próximas, com o período relacionado ao atendimento custeado pela clínica.
Para tratamentos que envolvem sessões e acompanhamento, acredito que facilidade de acesso também importa.
Minha visão sobre rosácea
Rosácea é um bom exemplo de por que dermatologia estética e dermatologia clínica não deveriam estar separadas.
O paciente chega incomodado com aparência.
Mas por trás do rosto vermelho pode existir uma doença inflamatória crônica.
Se tratarmos apenas a aparência, podemos perder parte do problema.
Se tratarmos somente inflamação e ignorarmos os vasos persistentes, podemos deixar uma das principais queixas sem resposta.
O melhor resultado vem de reconhecer as duas coisas.
Primeiro entender a doença. Depois escolher a ferramenta.
Referências
1. Nguyen C, Kuceki G, Birdsall M, Sahni DR, Sahni VN, Hull CM. Rosacea: practical guidance and challenges for clinical management. Clin Cosmet Investig Dermatol. 2024;17:175-190. Revisão abrangente sobre fenótipos, medicamentos, terapias sistêmicas, IPL e lasers vasculares. ccid-17-175
2. Andrusiewicz A, Khimuk S, Mijas D, Shmorhun B, Nowicka D. Molecular mechanisms in the etiopathology of rosacea—systematic review. Int J Mol Sci. 2025;26:11292. doi:10.3390/ijms262311292. A revisão descreve alterações imunológicas, neurovasculares, microbiológicas e relacionadas ao estresse oxidativo na fisiopatologia da rosácea. ijms-26-11292
3. Schaller M, Almeida LMC, Bewley A, Cribier B, Del Rosso J, Dlova NC, et al. Recommendations for rosacea diagnosis, classification and management: update from the global ROSacea COnsensus 2019 panel. Br J Dermatol. 2020;182:1269-1276. doi:10.1111/bjd.18420. O consenso recomenda abordagem baseada em fenótipos e terapias combinadas quando há múltiplas manifestações. BJD-182-1269
4. Nguyen L, Sorbe C, Seeber N, Schneider SW, Herberger K. Laser and energy-based devices for treating rosacea: a systematic review and network meta-analysis. J Dtsch Dermatol Ges. 2026;24:24-33. doi:10.1111/ddg.15961. A revisão incluiu 25 estudos randomizados e avaliou dispositivos de energia para eritema e telangiectasias da rosácea. DDG-24-24
5. VYDENCE Medical. IPL-Sq® e LongPulse® – plataforma Etherea MX. Informações técnicas oficiais do fabricante sobre filtros de IPL e Nd:YAG 1.064 nm. Vydence Laser
6. American Academy of Dermatology. Retinoid or retinol? Orientações sobre uso de retinoides em pele com vermelhidão, inflamação e rosácea. Academia Americana de Dermatologia
Dra. Karoline Rizzatti
MÉDICA – CRM/SC 17360 | Dermatologia – RQE 13315
Clínica Rizzatti | Dermatologia e Saúde
Rua Rubens de Arruda Ramos, 170 – Loja 03 B – Pedra Branca
Palhoça – SC | CEP 88137-072
Contato e agendamentos: (48) 99173-5899
Este conteúdo tem finalidade educativa e informativa e não substitui consulta ou avaliação médica individualizada. Rosácea pode apresentar diferentes manifestações, e a indicação de medicamentos, IPL, laser ou terapias combinadas depende da avaliação dermatológica de cada paciente.
