Viver na Grande Florianópolis é um privilégio: praias, sol praticamente o ano todo e um estilo de vida ao ar livre. Mas essa mesma exposição solar constante é também o principal fator de risco para o câncer de pele, o tipo de câncer mais diagnosticado no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Em Palhoça e região, onde a rotina de praia, trabalho e lazer ao ar livre é parte do dia a dia, conhecer os sinais de alerta e adotar hábitos de fotoproteção não é vaidade — é cuidado com a saúde.
Por que a exposição solar da nossa região exige atenção redobrada
A radiação ultravioleta (UV) é cumulativa: cada exposição sem proteção adequada, ao longo dos anos, aumenta o risco de dano celular na pele. Em cidades litorâneas como Palhoça, a combinação de sol direto, reflexo da areia e da água, e hábitos de lazer ao ar livre eleva a exposição total muitas vezes sem que a pessoa perceba, especialmente em dias nublados, quando a sensação de calor é menor mas a radiação UV continua presente.
Os principais tipos de câncer de pele
De forma geral, os tumores de pele são divididos em dois grandes grupos:
- Carcinomas basocelular e espinocelular: os mais frequentes, geralmente de crescimento mais lento e bom prognóstico quando diagnosticados precocemente.
- Melanoma: menos comum, porém mais agressivo, com maior potencial de disseminação para outros órgãos se não tratado a tempo.
Em todos os casos, o diagnóstico precoce é o fator que mais influencia o sucesso do tratamento.
Sinais de alerta: a regra do ABCDE
Uma ferramenta simples, usada por dermatologistas em todo o mundo, ajuda a identificar pintas e manchas que merecem avaliação:
- A de Assimetria — metades diferentes entre si;
- B de Bordas irregulares ou mal definidas;
- C de Cor variada dentro da mesma lesão;
- D de Diâmetro maior que 6 mm;
- E de Evolução — qualquer mudança de tamanho, cor ou formato ao longo do tempo.
Se você notar qualquer um desses sinais em uma pinta já existente, ou o surgimento de uma lesão nova que não cicatriza, o ideal é procurar avaliação com um dermatologista o quanto antes. Vale lembrar que apenas um exame clínico presencial, com dermatoscopia, pode confirmar se há necessidade de biópsia.
Fotoproteção: o hábito diário que faz a diferença
A boa notícia é que a prevenção é simples e acessível. Algumas recomendações que costumamos reforçar na Clínica Rizzatti:
- Use protetor solar todos os dias, mesmo em dias nublados ou dentro de casa perto de janelas, reaplicando a cada 2–3 horas em exposição direta;
- Escolha um fator de proteção adequado ao seu tipo de pele e rotina, com proteção para UVA e UVB;
- Utilize acessórios físicos como chapéus, óculos com proteção UV e roupas com tecido de proteção solar;
- Evite exposição solar direta entre 10h e 16h, horário de maior intensidade de radiação;
- Faça o autoexame da pele periodicamente, observando pintas e manchas com atenção;
- Mantenha consultas dermatológicas de rotina, mesmo sem sintomas aparentes, especialmente se você tem histórico familiar, pele clara ou muitas pintas.
O papel do acompanhamento dermatológico
Cada pele tem uma história e um padrão de risco diferente. Na consulta, avaliamos seu fototipo, histórico familiar e de exposição solar, e traçamos junto com você uma rotina de fotoproteção e um calendário de acompanhamento personalizado. Em casos de lesões suspeitas, contamos com dermatoscopia e, quando necessário, encaminhamento para biópsia e tratamento cirúrgico dentro da própria clínica.
Cuidar da pele é cuidar da sua saúde a longo prazo. Se faz tempo que você não faz uma avaliação dermatológica completa, ou notou alguma mudança em uma pinta ou mancha, agende uma consulta com nossa equipe pelo WhatsApp. Estamos prontos para te acolher e cuidar da sua pele com toda a atenção que ela merece.
